Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Outros cursos

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Aristóteles vs. Platão: Metafísica, Hilemorfismo e Política

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Crítica de Aristóteles à Teoria das Ideias de Platão: O Hilemorfismo

O realismo aristotélico se contrapõe ao idealismo platônico.

Embora ambos concordem que é possível conhecer a realidade (em oposição aos sofistas), suas explicações divergem. A primeira diferença reside na estrutura da realidade:

  • Platão: Explica a realidade baseada em dois mundos: o mundo sensível e o mundo inteligível.
  • Aristóteles: Divide a realidade em: Primeira Substância (o que percebemos pelos sentidos), Segunda Substância (o conceito universal que temos de tudo) e Acidentes (as características das coisas).

A segunda diferença é que, enquanto Platão afirmava que o mundo inteligível (onde residem as Ideias, a verdadeira realidade) existe independentemente... Continue a ler "Aristóteles vs. Platão: Metafísica, Hilemorfismo e Política" »

Psicologia: Ciência, Escolas e Inércia do Juiz

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Diferença entre Senso Comum e Ciência

A ciência baseia-se em pesquisa rigorosa e não se fundamenta em crenças ou magia. Enquanto o senso comum varia conforme a época e o contexto cultural, a ciência busca leis universais e não necessariamente acompanha essas variações temporais.

Estruturalismo e Funcionalismo

Segundo o Estruturalismo, a Psicologia é a ciência da consciência ou da mente. A mente seria a soma total dos processos mentais. Para Titchener, cada totalidade psicológica compõe-se de elementos; a tarefa da Psicologia seria descobrir quais são esses elementos, o verdadeiro conteúdo da mente e a maneira pela qual ela é estruturada.

Titchener é adepto do paralelismo psicofísico, ou seja, distingue o físico da mente. De... Continue a ler "Psicologia: Ciência, Escolas e Inércia do Juiz" »

Conceitos Essenciais da Filosofia de Platão

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Método Dialético

O método dialético investiga a natureza da verdade através da análise crítica de conceitos e hipóteses. Um dos primeiros exemplos do método dialético é oferecido pelo filósofo grego nos Diálogos de Platão, em que o autor empreende o estudo da verdade através da discussão em forma de perguntas e respostas. O aluno mais famoso de Platão, Aristóteles, entende a dialética como a busca da base filosófica da ciência e muitas vezes usa o termo como sinônimo de ciência da lógica.

Boa Ideia

O estatuto e as funções que Platão lhe confere em sua filosofia são tais que muitos autores a têm identificado com Deus. Este filósofo acreditava que a Ideia do Bem tem dois papéis fundamentais: ela cria as ideias e o... Continue a ler "Conceitos Essenciais da Filosofia de Platão" »

Niilismo e Vontade de Poder em Nietzsche: Morte de Deus

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Niilismo

A Morte de Deus é uma história dupla:

  1. Uma história que aconteceu e cujo fim é o tempo niilista.
  2. Uma história a ser feita, um trabalho cujo objetivo é o Super-Homem.

Nietzsche usa o termo niilismo em, pelo menos, dois sentidos:

  • Niilismo Passivo: Niilismo como declínio e inversão do poder da mente.
  • Niilismo Ativo: Niilismo como um sinal do crescente poder do espírito.

Morte de Deus e Niilismo Passivo

A Morte de Deus é uma interpretação histórica da situação do homem moderno que já perdeu os impulsos vitais que impulsionaram a história ocidental e vive numa situação niilista. O niilismo é o declínio da metafísica tradicional: todos os valores criados pela cultura ocidental são falsos valores, são a própria negação da... Continue a ler "Niilismo e Vontade de Poder em Nietzsche: Morte de Deus" »

A Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen: Conceitos Essenciais

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Momento Histórico e o Contexto da Teoria de Kelsen

A Áustria, terra de Kelsen, assumiu uma postura de neutralidade diante das demais potências europeias após a Primeira Grande Guerra. O discípulo de Kelsen, Joseph Kunz, clama e destaca a postura nitidamente universal dos austríacos, para que se possa entender a obra de seu mestre:

“[...]Nós, os vienenses de nascimento, somos católicos no sentido da palavra grega, universalistas. [...]Somos universalistas, somos tolerantes, antifanáticos. Amamos a paz. [...] Somos democratas, somos liberais, somos individualistas, somos europeus.”

Isto chama atenção para a neutralidade na obra de Hans Kelsen, em face das ideologias. Na segunda década do século XX, o Direito vivia num verdadeiro... Continue a ler "A Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen: Conceitos Essenciais" »

Análise do Texto Científico: A Extinção dos Dinossauros

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Análise do Texto Científico

Estamos diante de um texto científico, uma vez que busca explicar, objetivamente, o mundo e seus fenômenos. Neste caso, o autor explica a causa do desaparecimento dos dinossauros.

O texto assume a forma de um estudo científico divulgado pela imprensa, o que justifica a utilização de uma linguagem acessível a um público heterogêneo, como é o leitor de jornal.

Asimov utiliza as seguintes técnicas expressivas:

  • Exposição: explica a teoria do impacto e do vulcanismo.
  • Argumentação: oferece razões para testar a validade de sua hipótese (o "stishovita" encontrado em locais com indícios de impacto de meteorito, oitavo parágrafo).
  • Descrição objetiva: permite que o leitor compreenda completamente o processo
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Antropologia, Realidade e Utopia em Zubiri, Bloch e Teilhard

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1. A Dimensão Teologal do Homem, Segundo X. Zubiri

Perante a análise da realidade humana, ao explorar a dimensão existencial, Zubiri encontra-se indiretamente sobre a problemática de Deus, relacionando a realidade humana com o que se encontra para além do real. Devemos perguntar: “Como é o Homem?”.

O modo como o ser humano se relaciona tanto com o ambiente como com as coisas é particular, e Zubiri designa-o de hábito. O homem possui um comportamento inteligente perante as coisas, uma “inteligência sentida”. No seu vínculo com o mundo, o homem não se restringe aos estímulos, mas sim integra-se na procura da sua intimidade profunda (descoberta das coisas como realidade). O homem constrói a sua própria realidade apoiando-se... Continue a ler "Antropologia, Realidade e Utopia em Zubiri, Bloch e Teilhard" »

A Filosofia de Aristóteles: Hilomorfismo, Categorias e Kinesis

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Teoria Hilomórfica de Aristóteles

A Teoria Hilomórfica de Aristóteles é fundamental para compreender outros conceitos como o motor imóvel, a kinesis, a teoria causal e a hierarquia dos seres. A primeira substância é individual. Ela é composta de essência ou espécie. Aristóteles afirma que este mundo é real e que a pluralidade e a mudança são reais. Isso se opõe às visões dos filósofos Parmênides e Platão. Aristóteles introduz o conceito de devir da substância ou desenvolvimento. A primeira substância é aquilo que se torna, que se desenvolve e que passa por um processo de crescimento. Para explicar esse fato, Aristóteles argumenta que a substância é composta de matéria (hyle) e forma (morphe).

A forma é a essência... Continue a ler "A Filosofia de Aristóteles: Hilomorfismo, Categorias e Kinesis" »

A Metafísica de Aristóteles: Motor Imóvel e Teoria Causal

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O Motor Imóvel de Aristóteles

Para Aristóteles, se algo está se movendo, é porque o movimento estava em potência e foi outra substância que o comunicou em ato. A cadeia de coisas que se movem e são movidas não pode ser infinita. É necessária a existência de um primeiro motor que move sem ser movido, o Motor Imóvel. Este é concebido como uma forma pura já em ato, um substrato puro. O ato é o reino da possibilidade. Aristóteles chamou de primeira matéria a este substrato conceitual que é pura potencialidade, pura plasticidade, sem concretização.

Se em uma extremidade da escala colocamos a matéria primeira explicativa, e no meio os compostos hilomórficos que são os corpos, o limite superior será ocupado pela pura perfeição,... Continue a ler "A Metafísica de Aristóteles: Motor Imóvel e Teoria Causal" »

O direito do trabalho como ramo do direito privado

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Sócrates

Objeto de estudo: homem.
 “perguntas nos levam a verdade
Sócrates e os Sofistas:
Sofistas: sábios que ensinavam a arte da retórica e da persuasão (conversar pára convencer). Acreditavam que sua filosofia melhorava os indivíduos.
Sócrates não concordava com os sofistas, pois eles cobravam pára ensinar a retórica, portanto rompeu com esse grupo.  Pára ele, filosofia era uma reflexão de conceitos como coragem, justiça, sabedoria (conceitos inquestionáveis). Sócrates acreditava que a verdade devia nascer nos indivíduos. Portanto criou a maiêutica ou arte do parto (nome dado em homenagem a sua mãe parteira), que era seu método pára encontrar a verdade, onde ele utilizava da ironia (perguntar fingindo ignorar). “Só... Continue a ler "O direito do trabalho como ramo do direito privado" »