Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Racionalismo de Descartes vs. Empirismo de Hume

Enviado por Anônimo e classificado em Filosofia e Ética

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A Resposta Racionalista de Descartes

René Descartes é um filósofo racionalista que defende a razão como a principal origem do conhecimento verdadeiro. Para alcançar uma verdade absolutamente segura, utiliza a dúvida metódica, questionando tudo: os sentidos, o mundo exterior e até as verdades matemáticas. No entanto, descobre uma verdade impossível de negar: “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum). Mesmo que esteja a ser enganado, tem de existir para pensar.

Após provar a sua própria existência, Descartes procura fundamentar a existência de Deus:

  • Argumento da ideia de perfeição: Afirma que possui em si a ideia de um ser infinito e perfeito. Como ele próprio é imperfeito, essa ideia só pode ter sido colocada por um ser verdadeiramente
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Geometria

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2.Mostre que os seguintes subconjuntos de R4 são subespaços

a) W= {(x,y,z,t) R4 ǀ x+y=0 e z-t= 0}

i)v1=(x1,y1,z1,t1) ∈ W  e v2=(x2,y2,z2,t2) ∈ W

v1+v2=( x1+ x2, y1+ y2, z1+ z2, t1+ t2 )

(x1+ x2)+( y1+ y2)=( x1+ y1)+( x2+ y2)= 0 + 0= 0

(z1+ z2)-( t1+ t2)=( z1- t1)+( z2- t2)= 0 + 0= 0

V1 + V2 ∈ W

ii) v=(x,y,z,t) ∈ W  e λ ∈ R Então  λ.v=(λx,λy,λz,λt).

λx + λy = λ (x+y)= λ . 0= 0

λz – λt = λ (z-t )= λ . 0= 0

λv ∈ W.Portanto W é subespaço.

b) u= {(x,y,z,t) R4 ǀ2x -y -t=0 e z= 0}

seja v1=(x1,y1,z1,t1) ∈ W  e v2=(x2,y2,z2,t2) ∈ W

v1+v2=( x1+ x2, y1+ y2, z1+ z2, t1+ t2 )

entãoV1 + V2 ∈ W

testemos

2(x1+ x2) – (y1+ y2) – (t1+ t2)=0

2x1- y1- t1=0

2x2- y2- t2=0

z1+ z2=0

z1=0

z2=0        temos que V1 + V2 ∈... Continue a ler "Geometria" »

Neuro

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  1. Que são ventrículos cerebrais e que funções têm sido atribuídas a eles ao longo dos anos?

Na idade antiga, Galeno atribuiu enorme importância aos ventrículos. A observação de que nestes espaços escavados havia um fluido adequava-se à teoria de que o corpo funcionava de acordo com o balanço dos quatro fluidos ou humores. Sensações eram registradas e movimentos iniciados pelo movimento do humor (Galeno falava em espíritos animais e vitais) para os ventrículos cerebrais, através dos nervos, para Galeno, tubos ocos. Posteriormente, esta teoria ganhou uma conotação baseada na mecânica dos fluidos. Descartes foi um grande defensor da “teoria do fluido mecânico”. Hoje se sabe que é nos ventrículos que o líquor é formado.... Continue a ler "Neuro" »

Lógica Informal e Principais Falácias Argumentativas

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Argumentos e Falácias

  • Questões Complexas: Você já parou de bater no meu primo? Você chateou meu primo?
  • Argumento Ad Ignorantiam: Ninguém foi capaz de verificar uma verdade, portanto, ela é falsa. Exemplo: Não foi possível estabelecer que P é verdade, portanto, P é falso.
  • Argumento Circular: Apresentam-se razões que significam a mesma coisa. Exemplo: A porcelana é quebradiça e frágil porque é frágil.
  • Argumento Ad Hominem: Objetiva justificar algo atacando a pessoa que o defende. Exemplo: Pai, como você me diz para não fumar, se você é um fumante inveterado?
  • Argumento de Autoridade: Tenta defender uma opinião apelando apenas a uma autoridade. Exemplo: O Papa diz que o aborto é errado, portanto, o aborto é errado.
  • Argumento Ad
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Filosofia Pré-Socrática: Physis e Arché

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A Busca pela Physis e Arché

A Physis (Natureza) é o elemento unificador do cosmos, a origem de tudo, aquilo do qual todas as coisas emergem e ao qual retornam, o elemento comum ou a essência das coisas. A essência (em grego eidos, ideia) originalmente significava a aparência visível de algo, depois passou a significar a sua forma inteligível, aquilo que compreendemos sobre algo.

Escola Jônica

Tales de Mileto viu a arché (princípio primordial) na água, observando as diversas formas que esta assume (líquido, gasoso e sólido) e considerando que a água é um elemento essencial para a vida.

Anaximandro foi o primeiro a usar a palavra arché. Para ele, o elemento básico de tudo é o que chama de apeiron: o informe, indeterminado, indefinido,... Continue a ler "Filosofia Pré-Socrática: Physis e Arché" »

Hilemorfismo: Matéria, Forma e Alma em Aristóteles

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O Hilemorfismo: Uma Abordagem à Substância

O hilemorfismo é uma aproximação ao conceito de substância a partir da física. Aristóteles rejeita a Teoria das Ideias de Platão, mas não tudo o que Platão entendia por Ideia. Aristóteles continua a sustentar que o universal tem algum tipo de realidade, mas, ao contrário de Platão, ele não concebe o universal como algo transcendente, separado do mundo físico, mas como algo imanente a ele. Aristóteles denomina este universal de *forma*, que, juntamente com a *matéria*, constitui as coisas do mundo físico. A esta teoria aristotélica, segundo a qual tudo se compõe de matéria e forma, dá-se o nome de hilemorfismo.

A Matéria-Prima (Hyle)

Aristóteles chama de *matéria-prima* (hyle)... Continue a ler "Hilemorfismo: Matéria, Forma e Alma em Aristóteles" »

O Idealismo Transcendental e a Ética de Kant

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Isto significa que, apesar de todo o nosso conhecimento começar com a experiência, nem todo ele se trata dela; há também um número de estruturas fixadas pela mente do sujeito. Esta interpretação do conhecimento, que sintetiza o empirismo e o racionalismo, é chamada de idealismo transcendental e é a base da revolução copernicana proposta por Kant. Diferente das filosofias anteriores, ele argumenta que o conhecimento é fundamentalmente estruturado pela mente do sujeito, que organiza os dados dos sentidos.

No processo de conhecimento, a primeira etapa envolve a sensibilidade que, através das intuições puras de espaço e tempo, organiza o caos das sensações, constituindo a nossa representação mental do objeto: o fenômeno. Em... Continue a ler "O Idealismo Transcendental e a Ética de Kant" »

Lógica Aristotélica: Raciocínio, Conceitos e Juízos

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O raciocínio é uma sequência de inferências nas quais, a partir de uma proposição conhecida, é descoberta uma ou mais desconhecidas. Aristóteles, nos Analíticos Posteriores, abrange tanto o raciocínio indutivo quanto o dedutivo, mas acredita que o conhecimento científico é obtido através da dedução do particular a partir do geral, isto é, com o conhecimento das causas. Aristóteles privilegia, portanto, a análise do raciocínio dedutivo, especialmente o silogismo categórico.

O raciocínio dedutivo é uma forma de raciocínio que vai do geral para o particular, isto é, tentando extrair uma verdade particular de uma universal. Pode ser de três tipos: categórico, hipotético e disjuntivo, dependendo do tipo de proposição... Continue a ler "Lógica Aristotélica: Raciocínio, Conceitos e Juízos" »

h2 Críticas à Indução e o Falsificacionismo de Karl Popper

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Críticas ao Indutivismo Clássico

Existem algumas objeções fundamentais ao método indutivo clássico:

  • 1. A Observação Não é Neutra nem Imparcial

    Nem sempre partimos da observação e, mesmo quando o fazemos, ela não é neutra e imparcial. A observação é seletiva e influenciada por expectativas, valores e ideologias. Além disso, nem sempre é possível observar diretamente o que se pretende explicar.

  • 2. O Problema da Indução (Circularidade)

    O método indutivo parece pouco fiável, na medida em que apenas nos permite construir verdades prováveis a partir dos dados observados e generalizados. Além disso, incorre no raciocínio falacioso da circularidade — justifica-se a confiança na indução com base no próprio raciocínio indutivo.

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Conceitos de Arte: Platão a Nietzsche

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Platão

Deus (Eidos, Formas): Criador das Ideias.
Artesão: Copia a verdade (alétheia - descobrimento do Eidos).
Artista: Copia a cópia, não passa de um simulador.
Para Platão, a arte vem do amor erótico, desejo.

Aristóteles

Diferencia-se de Platão na relação com o artista.
Artista: Não é simulador, mas sim um gênio que tem a capacidade de copiar e melhorar a natureza.
Sua grande inspiração é a natureza.
Práxis (Deus): --- Poiesis (artista):
Simulação: Produz algo conhecido.
O Belo: Vem das belas formas, artista faz melhor que a natureza.

Kant

Práxis (contemplação interna): Ex: vendo - já viu; comendo - já comeu.
Poiesis (externa): Fazer o produto concreto.
Belo: É produzido pelo artista.
Belo sublime: Produção da natureza,... Continue a ler "Conceitos de Arte: Platão a Nietzsche" »