Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Antropologia Dualista de Platão: Corpo e Alma

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Introdução

Tal como acontece com a Teoria das Ideias de Platão, que é dualista, ele propõe uma antropologia dualista. Segundo Platão, existem dois princípios opostos no ser humano:

  • O Corpo: Liga-nos ao mundo sensível e é mortal/transitório.
  • A Alma: Liga-nos ao mundo inteligível (eidético) e é imortal.

O corpo arrasta-nos para o material e impede a ascensão da alma ao mundo eidético. A característica fundamental da alma é a sua imortalidade: um conceito chave no pensamento de Platão, essencial para apoiar a Teoria das Ideias.

A imortalidade da alma permite o estabelecimento do conhecimento do eidos (Formas), pois a alma preexiste e sobrevive ao corpo. A união da alma com o corpo é uma fase transitória, visto que a alma habita... Continue a ler "Antropologia Dualista de Platão: Corpo e Alma" »

Ética Filosófica e Efeitos de Drogas

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Estoicos

Baseado na ideia de que, para alcançar a felicidade, precisamos viver em harmonia com a natureza. Para isso, é necessário aceitar a ordem divina implantada no mundo, isto é, aceitar a lei que rege tudo o que acontece ao nosso redor. Às vezes, essa ordem pode parecer cruel, mas nunca comete erros e há harmonia no mundo. Somente perceberão isso as pessoas que fazem uso da razão, e apenas estas saberão adaptar-se à natureza e alcançar a felicidade plena.

Epicuro

Devemos calcular as consequências ao buscar algo que acreditamos ser um prazer, e só então descobriremos quais são os prazeres autênticos. Se formos cautelosos e pararmos para pensar, perceberemos que há prazeres que duram pouco e produzem muita dor posteriormente,... Continue a ler "Ética Filosófica e Efeitos de Drogas" »

Kant: O Giro Copernicano e os Limites do Conhecimento

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O Giro Copernicano de Kant: Uma Revolução no Conhecimento

Turnabout

Kant explica a mudança que sua filosofia representa na concepção de conhecimento, baseada em uma analogia com a revolução copernicana. Em Astronomia, Copérnico percebeu que não conseguia entender o movimento dos corpos celestes com a visão de que a Terra estava no centro do universo e o Sol e outros objetos celestes giravam em torno dela. Ele percebeu que, para compreender o movimento dos objetos celestes, era necessário mudar a relação, colocando o Sol no centro e assumindo que a Terra girava em torno dele.

A filosofia de Kant acredita que tal revolução é necessária, à semelhança de Copérnico. Antes de Kant, a filosofia supunha que, na experiência de conhecer,... Continue a ler "Kant: O Giro Copernicano e os Limites do Conhecimento" »

O Método e a Dúvida em René Descartes

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O Método Cartesiano

Descartes entende por método:

Uma série de regras simples e verdadeiras que, se observadas rigorosamente, garantem que o indivíduo nunca tome o falso por verdadeiro, permitindo aumentar o seu conhecimento passo a passo.

As Quatro Regras do Método

O método é composto por quatro regras:

  1. Regra da Evidência (ou da Dúvida): Aceitar apenas o que se apresenta à mente de forma clara e distinta, livre de qualquer possibilidade de dúvida.
  2. Regra da Análise (ou da Divisão): Dividir cada dificuldade em tantas partes quantas forem necessárias para melhor resolvê-la.
  3. Regra da Síntese (ou da Ordem): Conduzir ordenadamente os pensamentos, começando pelos objetos mais simples e fáceis de conhecer, para ascender gradualmente ao
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O Método Cartesiano: Regras e Dúvida Metódica

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Descartes prossegue a desenvolver o método pelo qual se deve considerar falso tudo aquilo que não se observa com exatidão. Ele formulou quatro regras que resumem suas análises e reflexões sobre o método da matemática e sua aplicabilidade à filosofia. A primeira regra de Descartes é que, na busca pela verdade, há dois elementos importantes: primeiro, evitar a precipitação e a prevenção. A precipitação é aceitar como óbvio o que é confuso e obscuro. A prevenção é não aceitar como óbvio o que não é claro e distinto. O erro reside em ambos os casos, mas isso não se deve à razão, mas à vontade, que aceita como verdade aquilo sobre o qual não temos certeza absoluta. Em segundo lugar, estabelece claramente a presença... Continue a ler "O Método Cartesiano: Regras e Dúvida Metódica" »

Metafísica, Críticas e Iluminismo em Immanuel Kant

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Metafísica, Críticas e Iluminismo

Na obra "Crítica da Razão Pura", Kant distingue duas esferas: o uso teórico e o uso prático da razão (metafísica e ética). Quando a razão é chamada de "pura", refere-se ao conhecimento que não se mistura com o empírico, sendo, portanto, a priori.

Sobre a possibilidade da metafísica como ciência, Kant afirma: "Eu tive de suprimir o conhecimento para dar espaço à fé". A conclusão da metafísica kantiana é agnóstica, mas ela fundamenta os postulados da razão prática: Deus, Liberdade e Imortalidade.

Fundamentação da Metafísica dos Costumes

Esta obra foca na ética e, principalmente, na tripla formulação do imperativo categórico:

  1. "Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo
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Comparação Filosófica: Platão vs. Os Sofistas

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Vamos fazer uma comparação entre o pensamento filosófico de Platão e os Sofistas.

Os sofistas eram um grupo de pensadores gregos que floresceu por volta da segunda metade do século V a.C. Eles foram os primeiros a oferecer educação profissional organizada e cobravam cursos completos para ensinar. Entre seus ensinamentos incluíam:

  • Lógica
  • Retórica
  • Direito
  • Moralidade

Com os sofistas, a virada antropológica ocorre, mostrando uma preocupação central com o homem e não mais com a natureza (Cosmologia). Os sofistas estabelecem uma oposição fundamental entre natureza e convenção, ou physis e nomos. O nomos expressa as leis dos homens, as leis morais e políticas, que são consideradas convencionais, em oposição às leis naturais (physis)... Continue a ler "Comparação Filosófica: Platão vs. Os Sofistas" »

h2: O Mito da Caverna de Platão: Uma Análise Detalhada

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Neste trecho do livro VII da República de Platão, o autor explica os diferentes níveis de conhecimento e o mundo a que pertencem, reforçando a teoria das ideias e do conhecimento (teorias que não se desenvolvem nesta seção, mas sim na alínea c). Ele recorre ao famoso mito da caverna. Para explicar o mito, descreve a caverna para nos colocar em situação: imagine uma caverna no interior da qual se encontra um grupo de homens acorrentados, incapazes de mover um músculo. Estes olham para a parede à sua frente, na qual se refletem sombras. Estas sombras são de figuras que outro grupo de homens, que está por trás da parede, na parte traseira do primeiro grupo, projeta com a luz do fogo. Se continuarmos a olhar para o fim do caminho,... Continue a ler "h2: O Mito da Caverna de Platão: Uma Análise Detalhada" »

Epistemologia e a Evolução do Conhecimento Filosófico

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A episteme representa o conhecimento científico, baseado em fundamentos racionais e evidências, enquanto a doxa refere-se à opinião, muitas vezes subjetiva e não verificável. O Racionalismo prioriza a razão como fonte do conhecimento, ao passo que o Empirismo baseia-se na experiência sensorial. O Criticismo, proposto por Kant, busca uma síntese entre as duas correntes anteriores.

Aristóteles e o empirismo: o conhecimento vem da experiência sensorial e da observação do mundo real. Na Episteme da Idade Média, Santo Agostinho, inspirado no platonismo, acreditava que o conhecimento verdadeiro vem da iluminação divina. O Renascentismo marcou a ruptura com a visão medieval, e a modernidade trouxe um debate central na Gnosiologia (... Continue a ler "Epistemologia e a Evolução do Conhecimento Filosófico" »

A Filosofia de Aristóteles: Alma, Conhecimento e Ética

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Potências da Alma

Sendo a alma definida em termos de vida ou de movimento autônomo, entende-se que todos os seres vivos possuem alma. O homem possui uma alma racional, o animal uma alma sensível e a planta uma alma vegetativa. Esta não é a espécie de um gênero, mas realidades diferentes, cada qual caracterizada por funções específicas, onde as funções superiores englobam as inferiores.

Abstração e Conhecimento

De acordo com a visão unitária do homem, Aristóteles defende a continuidade entre o conhecimento sensível e o intelectual. O conhecimento sensível é a fonte e o princípio de todo o conhecimento humano. A universalidade é obtida a partir do particular por uma operação chamada abstração: quando o homem capta um objeto... Continue a ler "A Filosofia de Aristóteles: Alma, Conhecimento e Ética" »