Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Filosofia Pré-Socrática: Physis e Arché

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A Busca pela Physis e Arché

A Physis (Natureza) é o elemento unificador do cosmos, a origem de tudo, aquilo do qual todas as coisas emergem e ao qual retornam, o elemento comum ou a essência das coisas. A essência (em grego eidos, ideia) originalmente significava a aparência visível de algo, depois passou a significar a sua forma inteligível, aquilo que compreendemos sobre algo.

Escola Jônica

Tales de Mileto viu a arché (princípio primordial) na água, observando as diversas formas que esta assume (líquido, gasoso e sólido) e considerando que a água é um elemento essencial para a vida.

Anaximandro foi o primeiro a usar a palavra arché. Para ele, o elemento básico de tudo é o que chama de apeiron: o informe, indeterminado, indefinido,... Continue a ler "Filosofia Pré-Socrática: Physis e Arché" »

Hilemorfismo: Matéria, Forma e Alma em Aristóteles

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O Hilemorfismo: Uma Abordagem à Substância

O hilemorfismo é uma aproximação ao conceito de substância a partir da física. Aristóteles rejeita a Teoria das Ideias de Platão, mas não tudo o que Platão entendia por Ideia. Aristóteles continua a sustentar que o universal tem algum tipo de realidade, mas, ao contrário de Platão, ele não concebe o universal como algo transcendente, separado do mundo físico, mas como algo imanente a ele. Aristóteles denomina este universal de *forma*, que, juntamente com a *matéria*, constitui as coisas do mundo físico. A esta teoria aristotélica, segundo a qual tudo se compõe de matéria e forma, dá-se o nome de hilemorfismo.

A Matéria-Prima (Hyle)

Aristóteles chama de *matéria-prima* (hyle)... Continue a ler "Hilemorfismo: Matéria, Forma e Alma em Aristóteles" »

O Idealismo Transcendental e a Ética de Kant

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Isto significa que, apesar de todo o nosso conhecimento começar com a experiência, nem todo ele se trata dela; há também um número de estruturas fixadas pela mente do sujeito. Esta interpretação do conhecimento, que sintetiza o empirismo e o racionalismo, é chamada de idealismo transcendental e é a base da revolução copernicana proposta por Kant. Diferente das filosofias anteriores, ele argumenta que o conhecimento é fundamentalmente estruturado pela mente do sujeito, que organiza os dados dos sentidos.

No processo de conhecimento, a primeira etapa envolve a sensibilidade que, através das intuições puras de espaço e tempo, organiza o caos das sensações, constituindo a nossa representação mental do objeto: o fenômeno. Em... Continue a ler "O Idealismo Transcendental e a Ética de Kant" »

Lógica Aristotélica: Raciocínio, Conceitos e Juízos

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O raciocínio é uma sequência de inferências nas quais, a partir de uma proposição conhecida, é descoberta uma ou mais desconhecidas. Aristóteles, nos Analíticos Posteriores, abrange tanto o raciocínio indutivo quanto o dedutivo, mas acredita que o conhecimento científico é obtido através da dedução do particular a partir do geral, isto é, com o conhecimento das causas. Aristóteles privilegia, portanto, a análise do raciocínio dedutivo, especialmente o silogismo categórico.

O raciocínio dedutivo é uma forma de raciocínio que vai do geral para o particular, isto é, tentando extrair uma verdade particular de uma universal. Pode ser de três tipos: categórico, hipotético e disjuntivo, dependendo do tipo de proposição... Continue a ler "Lógica Aristotélica: Raciocínio, Conceitos e Juízos" »

h2 Críticas à Indução e o Falsificacionismo de Karl Popper

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Críticas ao Indutivismo Clássico

Existem algumas objeções fundamentais ao método indutivo clássico:

  • 1. A Observação Não é Neutra nem Imparcial

    Nem sempre partimos da observação e, mesmo quando o fazemos, ela não é neutra e imparcial. A observação é seletiva e influenciada por expectativas, valores e ideologias. Além disso, nem sempre é possível observar diretamente o que se pretende explicar.

  • 2. O Problema da Indução (Circularidade)

    O método indutivo parece pouco fiável, na medida em que apenas nos permite construir verdades prováveis a partir dos dados observados e generalizados. Além disso, incorre no raciocínio falacioso da circularidade — justifica-se a confiança na indução com base no próprio raciocínio indutivo.

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Conceitos de Arte: Platão a Nietzsche

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Platão

Deus (Eidos, Formas): Criador das Ideias.
Artesão: Copia a verdade (alétheia - descobrimento do Eidos).
Artista: Copia a cópia, não passa de um simulador.
Para Platão, a arte vem do amor erótico, desejo.

Aristóteles

Diferencia-se de Platão na relação com o artista.
Artista: Não é simulador, mas sim um gênio que tem a capacidade de copiar e melhorar a natureza.
Sua grande inspiração é a natureza.
Práxis (Deus): --- Poiesis (artista):
Simulação: Produz algo conhecido.
O Belo: Vem das belas formas, artista faz melhor que a natureza.

Kant

Práxis (contemplação interna): Ex: vendo - já viu; comendo - já comeu.
Poiesis (externa): Fazer o produto concreto.
Belo: É produzido pelo artista.
Belo sublime: Produção da natureza,... Continue a ler "Conceitos de Arte: Platão a Nietzsche" »

Fundamentos da Filosofia e do Conhecimento Científico

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1. A filosofia foi a primeira ciência que, de modo metódico e rigoroso, através da observação e da razão, tentou responder às questões eternas que sempre foram feitas pelo homem: Quem sou eu, onde estou e para onde vou?

O objeto da filosofia, no início, era tudo o que é pensável: o cosmos (que é todo o mundo físico) e o homem (que é parte dele). Ela não se limita a obter informações, mas também reflete sobre a possibilidade do conhecimento e a realidade dos objetos, sejam eles possíveis ou concebíveis apenas no pensamento.

O Homem no Mundo

Heidegger não se limita a afirmar que o homem está no mundo; ele diz que o homem é um ser-no-mundo. Essa declaração não deve ser interpretada como uma mera localização no espaço,... Continue a ler "Fundamentos da Filosofia e do Conhecimento Científico" »

Teorias Filosóficas sobre a Natureza Humana

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Sete Características Definidoras do Ser Humano

  1. Um animal racional

    A filosofia grega atribui aos seres humanos a capacidade de pensar e valoriza essa propriedade como uma das mais distintivas da humanidade. O racionalismo defende que a razão é a única fonte de conhecimento e rejeita a fé como correta. Em contrapartida, o vitalismo considera a razão como a fonte de todos os problemas da cultura ocidental, afirmando a primazia da vida, da liberdade e da oportunidade.

  2. Um animal senciente

    A vida psíquica é repleta de afetos. Todas as experiências humanas possuem um componente emocional; não se pode viver sem sentimentos. O romantismo celebra a paixão como um dos melhores componentes criativos dos seres humanos, enquanto o emotivismo rejeita

... Continue a ler "Teorias Filosóficas sobre a Natureza Humana" »

Aristóteles: Conhecimento, Metafísica e Ética

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Aristóteles e as Dimensões do Conhecimento

Aristóteles afirma que existem cinco maneiras de alcançar a verdade:

  1. A ciência (Episteme): é capaz de mostrar os primeiros princípios.
  2. A intuição (Nous): na filosofia, é considerada como o conhecimento direto dos axiomas, ou seja, o conhecimento necessário.
  3. A sabedoria (Sophia): é o conjunto de todas as outras formas de estar na verdade.
  4. A técnica (Techne): é um conhecimento produzido por regras e consiste em trazer algo à existência, ou seja, produzir qualquer coisa, não necessariamente.
  5. A prudência (Phronesis): é um ato de saber viver; é contingente, mas não é ensinável.

Ciência e intuição formam um conhecimento teórico. A técnica é uma produção de conhecimento. A prudência... Continue a ler "Aristóteles: Conhecimento, Metafísica e Ética" »

Comportamento Humano, Conhecimento e Epistemologia

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1. Comportamento Inato e Comportamentos Aprendidos

Embora esta divisão deva ser qualificada e, para ser mais preciso, tenhamos de criar subgrupos, podemos falar, em geral, de comportamentos herdados ou inatos e comportamentos aprendidos ou adquiridos.

Os padrões de comportamento inatos estão gravados nos genes que cada indivíduo herda de seus pais. Estímulos externos só servem, no máximo, para acionar o comportamento, o qual, uma vez iniciado, desenvolve-se de uma forma estereotipada (mecânica, automática), não sendo alterado, mesmo que ocorram mudanças no ambiente externo.

Em contraste, os comportamentos aprendidos dependem mais do meio. Muitos dos comportamentos dos animais superiores não são tão rigidamente determinados como os... Continue a ler "Comportamento Humano, Conhecimento e Epistemologia" »