Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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O Método Científico: Hipotético-Dedutivo vs. Indutivo

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O método científico pode ser interpretado como hipotético-dedutivo ou como indutivo, consoante a perspetiva de que se parte.

A Perspetiva Hipotético-Dedutiva

Segundo a perspetiva hipotético-dedutiva, é o problema que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, com a hipótese, tem dois objectivos: explicar um facto e prever outros acontecimentos dele decorrentes. A hipótese deverá ser testada em experiências laboratoriais controladas e, se os resultados obtidos pelos pesquisadores comprovarem a hipótese, então ela será aceite como uma teoria.

A Concepção Indutiva do Método

A conceção indutiva do método baseia-se no princípio de que os casos ainda não observados serão semelhantes aos que já foram observados. A observação... Continue a ler "O Método Científico: Hipotético-Dedutivo vs. Indutivo" »

Filosofia do Direito: Conceitos, Justiça (Sofistas e Aristóteles)

Enviado por Willian Silva Dias e classificado em Filosofia e Ética

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Filosofia do Direito: Conceitos Fundamentais

Conceito:

  1. A Filosofia do Direito é o estudo das questões fundamentais. Trata-se do alicerce do Direito, das questões básicas sobre cujas soluções se ergue todo o edifício do Direito e, por isso, interessa a todos os ramos da ciência jurídica (Golves, 2002).
  2. A Filosofia do Direito é a própria filosofia voltada para uma ordem de realidade: a realidade jurídica. É o exercício completo da filosofia voltada para o objeto Direito (Miguel Reale, 2003).
  3. A Filosofia do Direito é parte da Filosofia. O filósofo do Direito deve tratar das questões pertinentes ao Direito. Trata-se de uma atividade mental (Crettela Junior, 2002).

Conceito de Justiça

  • Nasce na Grécia Antiga.
  • Reflexões do grupo chamado
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H2: Descartes: Racionalismo, Dúvida Metódica e Cogito

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Descartes: Racionalismo, Dúvida Metódica e Cogito

Racionalismo vs. Empirismo: Fontes do Conhecimento

Racionalismo

  • Valoriza-se o papel da razão no conhecimento.
  • Só a razão pode fundamentar o conhecimento certo, seguro, necessário e universal.
  • Podemos ter conhecimento de aspetos essenciais da realidade apenas pela razão/pensamento puro.

Empirismo

  • Valoriza-se o papel dos sentidos/experiência no conhecimento.
  • Só a experiência pode garantir que o nosso conhecimento corresponde à realidade.
  • Só através da experiência podemos ter conhecimento substancial sobre a realidade.

A Dúvida Cartesiana: Níveis de Suspeita

A dúvida incide sobre:

  • Informação dos Sentidos: Argumento: Por vezes, os sentidos enganam-nos.
  • Informação do Mundo Exterior (e Corpo)
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Ética e Moral: Definições, Tipos e Contradições

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Ética

Dimensão que nos permite questionamentos sobre as práticas, atitudes, regras e ações humanas. É o modo de ser ou caráter.

Objetivo Fundamental da Ética

Promover modificações na moral, com aplicação universal, guiando e orientando, racionalmente, para o melhor modo de vida.

Intrínseca

Ocorre de dentro para fora.

Reflexão Filosófica sobre a Moral

Trata do agir humano e do seu juízo de valor sobre as coisas.

Universalista

É a busca de uma boa conduta em nível mundial, aplicável a todos.

Moral

Costumes, conjunto de normas e regras adquiridas por hábito. É o comportamento adquirido.

Extrínseca

Ocorre de fora para dentro.

Prático e Imediato

Regra de conduta prática que faz parte do cotidiano.

Restrito

Fenômeno social particular que... Continue a ler "Ética e Moral: Definições, Tipos e Contradições" »

Retórica, Argumentação e Teoria do Conhecimento

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Demonstração e Argumentação

Demonstração

  • Procura demonstrar a verdade de uma tese;
  • Permite uma única interpretação pela pobreza da linguagem formal;
  • Usa provas;
  • É independente da matéria ou conteúdo;
  • É impessoal ao nível da prova: a validade não depende em nada da opinião;
  • É isolada de todo o contexto;
  • É independente do orador e do auditório;
  • Objetividade.

Argumentação

  • Procura provocar a adesão do auditório a uma tese verosímil, plausível, preferível, provável;
  • Permite uma pluralidade de interpretações pela riqueza da linguagem natural;
  • Usa argumentos;
  • É dependente da matéria ou conteúdo;
  • É pessoal, pois dirige-se a indivíduos em relação aos quais se esforça por obter adesão;
  • É contextualizada;
  • É dependente do orador
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Experiência Estética e Teorias da Arte

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Experiência Estética

A experiência estética

- A obra de arte implica sempre uma interpretação por parte daquele que a vê ou a ouve, reclamando uma construção de sentido pelo espetador.

- Na base desta construção está a experiência estética – experiência do belo artístico.

- A experiência estética envolve uma vertente racional e outra mais sensível.

A experiência estética (Kant)

Kant afirma que o belo é aquilo que agrada universalmente sem conceito: o belo não está nas coisas; é subjetivo, depende do gosto individual do sujeito e, como tal, não existe uma regra que determine que um poema seja belo.

A experiência estética é desinteressada: Kant afirma que ela não procura satisfazer nenhuma necessidade prática. A experiência... Continue a ler "Experiência Estética e Teorias da Arte" »

Principais Falácias Argumentativas

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Falácias Argumentativas Comuns

Falácia dos Quatro Termos: Infração da regra de que o silogismo deve ter apenas três termos.

Falácia do Termo Médio Não Distribuído: Ocorre quando o termo médio não é tomado em toda a sua extensão pelo menos uma vez.

Falácia da Ilícita Maior: O termo maior é distribuído na conclusão, mas não nas premissas.

Falácia da Ilícita Menor: O termo menor é distribuído na conclusão, mas não nas premissas.

Falácia das Premissas Exclusivas: Tentar derivar uma conclusão de duas premissas negativas.

Falácia da Petição de Princípio: Assumir como premissa o que se pretende provar na conclusão.

Falácia do Falso Dilema: Reduzir as opções possíveis a apenas duas, ignorando alternativas.

Falácia Ad Hominem:... Continue a ler "Principais Falácias Argumentativas" »

Platão: Ideias, Alegoria da Caverna e Ethos

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Platão

Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das Ideias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros objetos de sua categoria, de uma Ideia perfeita. Uma determinada caneta, por exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho etc.). Outra caneta terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Ideia de Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta. A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Ideia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são coisas como o ser humano, o bem ou... Continue a ler "Platão: Ideias, Alegoria da Caverna e Ethos" »

A Evolução da Retórica: De Aristóteles à Nova Retórica

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O Papel de Aristóteles na Retórica

Aristóteles consegue ultrapassar a polémica gerada entre a sofística e o pensamento socrático-platónico. Pode fazer-se um bom ou mau uso da retórica; não é ela que é moral ou imoral, mas quem a utiliza.

A retórica é a técnica de argumentação do verosímil, daquilo que pode colocar-se como discutível no seio dos debates públicos.

A retórica de Aristóteles apresenta-se como uma retórica do raciocínio, por oposição a uma retórica das paixões.

A retórica não é meramente uma arte de persuasão, mas antes uma faculdade de descobrir especulativamente o que, caso a caso, pode servir para persuadir.

O Declínio e a Posterior Reabilitação da Retórica

A partir do termo da Antiguidade Clássica,... Continue a ler "A Evolução da Retórica: De Aristóteles à Nova Retórica" »

O Problema do Livre-Arbítrio: Teorias e Debates

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O Problema do Livre-Arbítrio

O problema do livre-arbítrio é uma das questões filosóficas mais difíceis e debatidas.

A nossa crença na liberdade da vontade e na moralidade parece entrar em conflito com um facto científico bastante razoável conhecido como determinismo.

A experiência subjetiva da liberdade de escolha é uma condição essencial de toda e qualquer ação intencional e da ideia que temos de nós mesmos enquanto agentes. Mas será o ser humano efetivamente livre? Teremos, de facto, controlo sobre as nossas ações? As respostas a estas questões nascem do acesso debate que opõe, desde a Antiguidade, deterministas e defensores do livre-arbítrio.

Para libertistas e deterministas moderados, o ser humano é livre e tem controlo... Continue a ler "O Problema do Livre-Arbítrio: Teorias e Debates" »