Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Sociologia Jurídica: Conceitos e Aplicações

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1. Sociologia e Sociologia Jurídica: Conceitos

A Sociologia conquistou sua autonomia ao fundamentar sua abordagem em uma metodologia clara, construir conceitos específicos e criar teorias sociais. Suas descobertas, baseadas no rigor reflexivo, auxiliaram na criação de instituições sociais e no assessoramento de indivíduos que buscam atender aos interesses da população. A sociologia também orientou ações de grupos em busca de autonomia e direitos sociais. É a “sociologia das populações e instituições”, criada com a perspectiva de resolver problemas. Basicamente, é uma ciência que estuda as relações sociais e busca compreender as ligações entre os indivíduos que compõem a sociedade.

A Sociologia Jurídica analisa a... Continue a ler "Sociologia Jurídica: Conceitos e Aplicações" »

Retórica e Publicidade: Análise do Discurso

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Chamamos dedutivos aos argumentos cuja conclusão é logicamente necessária e não dedutivos aos argumentos cujas premissas apoiam, mas não garantem, a verdade da conclusão.

O discurso publicitário, aos olhos da Retórica, caracteriza-se pela existência de um exercício estruturalmente dominante que deixa de ser o referencial para passar a ser o apelativo. Este exercício retórico publicitário desenvolve-se apenas no discurso comercial, no sentido de afirmar uma existência comercial. A Retórica na Publicidade caracteriza-se por duas dimensões: levar a fazer e levar a crer. A primeira dimensão prende-se com a persuasão do consumidor para a concretização de uma determinada ação comercial (como, por exemplo, “Compre”, “Experimente”... Continue a ler "Retórica e Publicidade: Análise do Discurso" »

Teorias do Conhecimento: Realismo, Descartes e Mais

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Natureza do Conhecimento

O Realismo Ingénuo corresponde à atitude natural do espírito humano que é a de aceitar o que lhe rodeia e de acreditar que conhece como é.

O Realismo Crítico pressupõe a dúvida em relação ao que conhecemos e admite a possibilidade de a realidade não ser tal e qual como nos aparece devido a elementos que interferem no conhecimento.

Cogito

O Cogito é o modelo da ideia clara e distinta, onde todas as ideias que assim se apresentam são ideias verdadeiras, não requerendo fundamentação. Partindo do que é evidente, começa o processo dedutivo. Para assegurar o processo dedutivo a partir do Cogito são necessárias a existência de Deus.

Da Dúvida ao Cogito

Descartes defende que, para chegar à verdade, temos de... Continue a ler "Teorias do Conhecimento: Realismo, Descartes e Mais" »

Behaviorismo, Indústria Cultural e Iluminismo

Enviado por Anônimo e classificado em Filosofia e Ética

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Behaviorismo e tipos de comportamento

Behaviorismo — começa com Watson, mas é com Skinner que ganha força. O objetivo do estudo é o comportamento. O que é comportamento? São nossas ações nos lugares em que vivemos.

Comportamento respondente (reflexo)

É um comportamento automático e involuntário que acontece em resposta a um estímulo específico do ambiente: você não escolhe fazê‑lo; acontece automaticamente. Exemplos: pupilas dilatando, salivar ao ver comida, arrepiar‑se com o vento.

Comportamento operante

É emitido espontaneamente pelo indivíduo e é influenciado por suas consequências; não depende de estímulos imediatos. Exemplo: uma criança que, ao chorar, ganha atenção e assim aprende que, se chorar, sempre terá... Continue a ler "Behaviorismo, Indústria Cultural e Iluminismo" »

Filosofia: Empirismo, Racionalismo, Descartes e Hume

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Diferença entre Empirismo e Racionalismo

Ambas as correntes filosóficas, *Empirismo* e *Racionalismo*, admitem duas fontes de conhecimento: a experiência e a razão (pensamento). Contudo, a distinção fundamental reside na prioridade atribuída a cada uma:

  • O *Empirismo* considera a experiência a fonte fundamental do conhecimento. O conhecimento de facto é adquirido pela experiência. David Hume, por exemplo, defende que as crenças não têm um caráter racional (*a priori*). O empirismo nega a existência de *ideias inatas*, defendendo que o conhecimento tem origem nas *impressões*. Afirma que todas as nossas ideias têm origem nas *impressões*.
  • O *Racionalismo* considera a razão (pensamento) a fonte fundamental do conhecimento. A justificação
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Fotografia, Colonialismo e o Legado do Iluminismo

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A Fotografia como Instrumento de Domínio Colonial

Após a Conferência de Berlim (1884-1885), a fotografia tornou-se uma ferramenta crucial nos estados coloniais devido à sua capacidade de legitimar e reforçar o domínio imperial. Fotografias eram usadas para construir uma narrativa visual que apresentava os povos colonizados como "primitivos" e necessitados da orientação "civilizadora" europeia, reforçando a ideia de superioridade cultural e tecnológica do colonizador. Além disso, através da criação de estereótipos e da exposição do exotismo, a fotografia consolidava desigualdades de poder entre colonizadores e colonizados, retratando os povos locais como selvagens ou subordinados, justificando assim intervenções militares e... Continue a ler "Fotografia, Colonialismo e o Legado do Iluminismo" »

Utilitarismo: Princípio da Maior Felicidade e Consequências

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O Utilitarismo como Teoria Teleológica

O Utilitarismo, enquanto teoria teleológica, tem como critério de avaliação dos atos os seus efeitos. O valor moral do agir está assim relacionado com as consequências, devendo-se procurar a finalidade intrínseca da ação para se avaliar a sua qualidade ética. É, portanto, uma ética consequencialista.

O Princípio da Maior Felicidade (John Stuart Mill)

John Stuart Mill apresenta o Princípio da Utilidade como o Princípio da Maior Felicidade, considerando-o o fundamento da teoria ética normativa. Assim, o agir será eticamente correto se proporcionar felicidade ou ausência de sofrimento, sendo considerados menos éticos os comportamentos geradores de sofrimento ou de menor felicidade.

O agir... Continue a ler "Utilitarismo: Princípio da Maior Felicidade e Consequências" »

Realismo e Naturalismo em Portugal: Ciência e Análise Social

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Em Portugal, o Realismo e o Naturalismo, à semelhança do que ocorre com a literatura francesa, são duas direções estéticas com certa independência.

Diferenciação Estética e o Papel da Ciência

Saindo do Realismo, a que é posterior cronologicamente, o Naturalismo dele se diferencia por conduzir a ciência para o plano da obra de arte, fazendo desta como que meio de demonstração de teses científicas, especialmente da psicopatologia.

Realismo: Esteticismo e Limite Analítico

O Realismo, mais esteticizante, embora se apoie no que as ciências do século XIX vinham afirmando e desvendando, não vai até à profundidade analítica do Naturalismo, donde advém a sua não preocupação pela patologia, característica do romance naturalista.... Continue a ler "Realismo e Naturalismo em Portugal: Ciência e Análise Social" »

Métodos Científicos e Tipos de Conhecimento: Uma Análise

Enviado por Kupp3r e classificado em Filosofia e Ética

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Método Indutivo

O indutivismo é uma corrente epistemológica positivista que atribui à ciência um caráter empirista, na medida em que valoriza a experiência sensível como a única base sólida do conhecimento.

Etapas do Método Indutivo:

  1. Observação do Fenómeno: A observação e registo do fenómeno deve ser feita de modo a encontrar as suas causas, de forma objetiva, e a observação deve ser repetida. Estes são fruto do hábito e são casos particulares.
  2. Descoberta da Relação entre os Fenómenos: Por meio da comparação e da classificação, procura-se aproximar os fatores para descobrir a relação entre eles.
  3. Generalização da Relação: Generaliza-se a relação encontrada entre os factos semelhantes em leis que expressam as relações
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Argumentos Indutivos e Regras do Silogismo

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Argumentos Indutivos

  • Generalizações: Partimos de situações particulares para chegar a uma conclusão mais geral.
  • É válido se:
    • Partir de casos particulares representativos.
    • Não existirem contraexemplos.
  • Previsões: Partimos de dados ou premissas sobre o passado para chegarmos a uma conclusão sobre o futuro.
  • É válido se:
    • A sua conclusão for significativamente provável de acordo com a realidade.
  • Argumento por Analogia: A partir de semelhanças conhecidas entre duas ou mais realidades, concluímos novas semelhanças entre essas realidades. Este argumento baseia-se numa comparação entre diferentes situações.
  • É válido se:
    • As semelhanças entre as realidades forem mais relevantes que as suas diferenças.
  • Argumento de Autoridade: É aquele que
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