Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Filosofia: Empirismo, Racionalismo, Descartes e Hume

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Diferença entre Empirismo e Racionalismo

Ambas as correntes filosóficas, *Empirismo* e *Racionalismo*, admitem duas fontes de conhecimento: a experiência e a razão (pensamento). Contudo, a distinção fundamental reside na prioridade atribuída a cada uma:

  • O *Empirismo* considera a experiência a fonte fundamental do conhecimento. O conhecimento de facto é adquirido pela experiência. David Hume, por exemplo, defende que as crenças não têm um caráter racional (*a priori*). O empirismo nega a existência de *ideias inatas*, defendendo que o conhecimento tem origem nas *impressões*. Afirma que todas as nossas ideias têm origem nas *impressões*.
  • O *Racionalismo* considera a razão (pensamento) a fonte fundamental do conhecimento. A justificação
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Fotografia, Colonialismo e o Legado do Iluminismo

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A Fotografia como Instrumento de Domínio Colonial

Após a Conferência de Berlim (1884-1885), a fotografia tornou-se uma ferramenta crucial nos estados coloniais devido à sua capacidade de legitimar e reforçar o domínio imperial. Fotografias eram usadas para construir uma narrativa visual que apresentava os povos colonizados como "primitivos" e necessitados da orientação "civilizadora" europeia, reforçando a ideia de superioridade cultural e tecnológica do colonizador. Além disso, através da criação de estereótipos e da exposição do exotismo, a fotografia consolidava desigualdades de poder entre colonizadores e colonizados, retratando os povos locais como selvagens ou subordinados, justificando assim intervenções militares e... Continue a ler "Fotografia, Colonialismo e o Legado do Iluminismo" »

Utilitarismo: Princípio da Maior Felicidade e Consequências

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O Utilitarismo como Teoria Teleológica

O Utilitarismo, enquanto teoria teleológica, tem como critério de avaliação dos atos os seus efeitos. O valor moral do agir está assim relacionado com as consequências, devendo-se procurar a finalidade intrínseca da ação para se avaliar a sua qualidade ética. É, portanto, uma ética consequencialista.

O Princípio da Maior Felicidade (John Stuart Mill)

John Stuart Mill apresenta o Princípio da Utilidade como o Princípio da Maior Felicidade, considerando-o o fundamento da teoria ética normativa. Assim, o agir será eticamente correto se proporcionar felicidade ou ausência de sofrimento, sendo considerados menos éticos os comportamentos geradores de sofrimento ou de menor felicidade.

O agir... Continue a ler "Utilitarismo: Princípio da Maior Felicidade e Consequências" »

Realismo e Naturalismo em Portugal: Ciência e Análise Social

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Em Portugal, o Realismo e o Naturalismo, à semelhança do que ocorre com a literatura francesa, são duas direções estéticas com certa independência.

Diferenciação Estética e o Papel da Ciência

Saindo do Realismo, a que é posterior cronologicamente, o Naturalismo dele se diferencia por conduzir a ciência para o plano da obra de arte, fazendo desta como que meio de demonstração de teses científicas, especialmente da psicopatologia.

Realismo: Esteticismo e Limite Analítico

O Realismo, mais esteticizante, embora se apoie no que as ciências do século XIX vinham afirmando e desvendando, não vai até à profundidade analítica do Naturalismo, donde advém a sua não preocupação pela patologia, característica do romance naturalista.... Continue a ler "Realismo e Naturalismo em Portugal: Ciência e Análise Social" »

Guia de Metodologia Científica e Trabalho Académico

Enviado por Anônimo e classificado em Filosofia e Ética

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Métodos Científicos

Definição: A utilização do método científico é uma exigência da produção de conhecimento científico e pode ser definido como um "esboço organizado e sistemático dos problemas e experiências em que se define o problema, se recompilam e analisam os dados, se deduzem uma ou mais soluções baseando-se na informação que se possui e se propõe a aplicação dessas soluções. Tem sempre em conta as seguintes perguntas: Quem? O quê? Para onde? Porquê? Como?".

Qual a origem dos métodos científicos?

Os principais métodos científicos tiveram origem nas correntes filosóficas do pensamento científico, mas os vários autores têm abordagens diferentes sobre a classificação desses métodos. Autores escolhidos:

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Teoria Tridimensional, Pufendorf, Kelsen e Positivismo

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Teoria Tridimensional do Direito

Teoria Tridimensional: criada por Miguel Reale, pressupõe que não se pode imaginar as leis sem que se leve em conta seus valores. Segundo essa teoria, o Direito se compõe de três dimensões:

  • Aspecto normativo: em que se entende o Direito como ordenamento e sua respectiva ciência;
  • Aspecto fático: em que o Direito se atenta para sua efetividade social e histórica;
  • Aspecto axiológico: em seu lado axiológico, o Direito cuida de um valor, no caso, a Justiça.

Assim, o fenômeno jurídico se compõe, sempre e necessariamente, de um fato subjacente (fato econômico, geográfico, demográfico, de ordem técnica, etc.); de um valor, que confere determinada significação a esse fato, inclinando ou determinando a... Continue a ler "Teoria Tridimensional, Pufendorf, Kelsen e Positivismo" »

Métodos Científicos e Tipos de Conhecimento: Uma Análise

Enviado por Kupp3r e classificado em Filosofia e Ética

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Método Indutivo

O indutivismo é uma corrente epistemológica positivista que atribui à ciência um caráter empirista, na medida em que valoriza a experiência sensível como a única base sólida do conhecimento.

Etapas do Método Indutivo:

  1. Observação do Fenómeno: A observação e registo do fenómeno deve ser feita de modo a encontrar as suas causas, de forma objetiva, e a observação deve ser repetida. Estes são fruto do hábito e são casos particulares.
  2. Descoberta da Relação entre os Fenómenos: Por meio da comparação e da classificação, procura-se aproximar os fatores para descobrir a relação entre eles.
  3. Generalização da Relação: Generaliza-se a relação encontrada entre os factos semelhantes em leis que expressam as relações
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“o homem é a medida de todas as coisas” é a máxima do subjetivismo.

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MUNDO Sensível: os sentidos é que determinam a experimentação das coisas e o
entendimento dos factos. Não há verdades (corpo)
» MUNDO INTELIGÍVEL: a razão é que determina o entendimento das coisas. Há
Verdade (alma)
» PENSAR: não basta falar fluentemente, fazer um discurso que cative o auditório. É
preciso saber pensar, articular as razoes ou os argumentos.
» FALAR: os pensamentos tanto de um falante como do outro podem mudar no decurso
da conversa, ou seja, no decorrer da conversa, cada um dos participantes formam um
pensamento que neles não existia antes ou desenvolvem outros que já existiam, mas
numa fórmulação diferente
» ARGUMENTAR: corresponde a um encadear de argumentos intimamente solidários
entre si, com o fim de mostrar
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Argumentos Indutivos e Regras do Silogismo

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Argumentos Indutivos

  • Generalizações: Partimos de situações particulares para chegar a uma conclusão mais geral.
  • É válido se:
    • Partir de casos particulares representativos.
    • Não existirem contraexemplos.
  • Previsões: Partimos de dados ou premissas sobre o passado para chegarmos a uma conclusão sobre o futuro.
  • É válido se:
    • A sua conclusão for significativamente provável de acordo com a realidade.
  • Argumento por Analogia: A partir de semelhanças conhecidas entre duas ou mais realidades, concluímos novas semelhanças entre essas realidades. Este argumento baseia-se numa comparação entre diferentes situações.
  • É válido se:
    • As semelhanças entre as realidades forem mais relevantes que as suas diferenças.
  • Argumento de Autoridade: É aquele que
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## Epistemologia: O Estudo do Conhecimento e da Crença

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1- A epistemologia é a parte da filosofia que procura entender as crenças, dados e justificações. Os epistemólogos tentam avaliar a ideia de que realmente possuímos conhecimento. Sendo assim, a epistemologia é o estudo do conhecimento e a justificação da crença. A epistemologia procura investigar certos problemas, sendo eles: quais as crenças que são justificadas e as que não são, qual a origem do conhecimento; qual a diferença entre conhecer e ter uma crença verdadeira.

2- Existem 3 tipos de conhecimentos, sendo eles por aptidão, por contacto e proposicional.

  • O conhecimento por aptidão (saber-fazer) refere-se ao conhecimento de uma atividade, competência, capacidade para realizar alguma coisa. Ex: S sabe andar de bicicleta.
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