Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Métodos Científicos e a Evolução da Ciência

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A Importância do Método na Construção da Ciência

Reconhecer a importância do método na construção da Ciência. Este método é importante pois, a partir deste, resulta um conjunto de procedimentos na investigação, de caráter rigoroso e preciso, através dos quais podemos atingir as teses e as hipóteses objetivas/consensuais que tanto a Ciência procura encontrar. O método é aquele que fornece à Ciência a credibilidade dos resultados da investigação; é o critério que permite fazer a distinção entre os conhecimentos verdadeiramente científicos dos que não são e é também uma entidade responsável por assegurar a eficácia da investigação efetuada.

O Modelo Indutivo vs. Modelo Hipotético-Dedutivo

Confrontar o modelo

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Platão: Ideias, Alegoria da Caverna e Ethos

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Platão

Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das Ideias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros objetos de sua categoria, de uma Ideia perfeita. Uma determinada caneta, por exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho etc.). Outra caneta terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Ideia de Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta. A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Ideia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são coisas como o ser humano, o bem ou... Continue a ler "Platão: Ideias, Alegoria da Caverna e Ethos" »

A Evolução da Retórica: De Aristóteles à Nova Retórica

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O Papel de Aristóteles na Retórica

Aristóteles consegue ultrapassar a polémica gerada entre a sofística e o pensamento socrático-platónico. Pode fazer-se um bom ou mau uso da retórica; não é ela que é moral ou imoral, mas quem a utiliza.

A retórica é a técnica de argumentação do verosímil, daquilo que pode colocar-se como discutível no seio dos debates públicos.

A retórica de Aristóteles apresenta-se como uma retórica do raciocínio, por oposição a uma retórica das paixões.

A retórica não é meramente uma arte de persuasão, mas antes uma faculdade de descobrir especulativamente o que, caso a caso, pode servir para persuadir.

O Declínio e a Posterior Reabilitação da Retórica

A partir do termo da Antiguidade Clássica,... Continue a ler "A Evolução da Retórica: De Aristóteles à Nova Retórica" »

O Movimento Sofista: Aspectos, Críticas e Ideal Educativo

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O Movimento Sofista

Aspectos Positivos

  • Viragem Antropológica: Promoveram a transição dos temas da Natureza (pré-socráticos) para o estudo do Homem, inaugurando questões da filosofia da linguagem.
  • Desenvolvimento Intelectual: Estimularam o espírito crítico e a facilidade de expressão.
  • Fundação da Paideia: Contribuíram para a base da formação e cultura ocidentais.
  • Profissionalização do Saber: Inauguraram o estatuto de professores itinerantes, ensinando diversas matérias, da gramática à matemática.
  • Quebra de Paradigmas: Destruíram o conceito aristocrático de virtude.
  • Retórica Política: Impulsionaram o ensino da areté política, preparando jovens cidadãos para a vida pública.

Aspectos Negativos

  • Enciclopedismo: Ensino por vezes
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Introdução ao Conhecimento: Filosofia, Ciência e Razão

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“A filosofia deve ser estudada não com o objetivo de se chegar a alguma resposta definitiva às suas questões, já que nenhuma resposta definitiva pode, como regra, ser reconhecida como verdadeira. Ela deve ser estudada em virtude das próprias questões, pois essas questões ampliam nossa concepção do que seja possível, enriquecem nossa imaginação intelectual e diminuem as certezas dogmáticas que fecham nossa mente à especulação. Mas, sobretudo, ela deve ser estudada porque, graças à grandeza do universo que a filosofia contempla, a mente também é engrandecida e se torna capaz daquela união com o universo que constitui o mais alto dos bens.” (Bertrand Russell)

A história da humanidade, de certa forma, é a história de... Continue a ler "Introdução ao Conhecimento: Filosofia, Ciência e Razão" »

Questões Comentadas sobre O Príncipe de Maquiavel

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Maquiavel e o Pensamento Político

  1. Nicolau Maquiavel, em 1513, na Itália renascentista, escreveu: “Um príncipe não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons”. (e) A aparência de ter qualidades é mais útil ao governante do que possuí-las.
  2. É correto afirmar em relação ao absolutismo: (e) O período das práticas absolutistas foi maior na França do que na Inglaterra.
  3. Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Maquiavel define o homem como um ser: (c) Guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.
  4. Nicolau Maquiavel foi diferente dos teólogos medievais e de seus contemporâneos ao fundamentar suas teorias políticas porque
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O Problema do Livre-Arbítrio: Teorias e Debates

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O Problema do Livre-Arbítrio

O problema do livre-arbítrio é uma das questões filosóficas mais difíceis e debatidas.

A nossa crença na liberdade da vontade e na moralidade parece entrar em conflito com um facto científico bastante razoável conhecido como determinismo.

A experiência subjetiva da liberdade de escolha é uma condição essencial de toda e qualquer ação intencional e da ideia que temos de nós mesmos enquanto agentes. Mas será o ser humano efetivamente livre? Teremos, de facto, controlo sobre as nossas ações? As respostas a estas questões nascem do acesso debate que opõe, desde a Antiguidade, deterministas e defensores do livre-arbítrio.

Para libertistas e deterministas moderados, o ser humano é livre e tem controlo... Continue a ler "O Problema do Livre-Arbítrio: Teorias e Debates" »

Explorando o Conhecimento: Perspetivas Filosóficas e Distinções

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O Empirismo de David Hume

O empirismo considera como fonte de todas as nossas representações os dados fornecidos pelos sentidos. Assim, todo o conhecimento é «a posteriori», isto é, provém da experiência e a ela se reduz. Segundo os empiristas, inclusivamente as noções matemáticas seriam cópias mentais estilizadas das figuras e objectos que se apresentam à percepção. Hume é um filósofo cuja teoria assenta num conceito-chave: o hábito.

É através deste conceito que Hume se assume como um empirista, no sentido de que a perceção repetida e habitual de uma determinada impressão ou facto nos leva a elaborar ideias sobre os fenómenos naturais, através de generalizações indutivas.

O Racionalismo Crítico de Immanuel Kant

A teoria... Continue a ler "Explorando o Conhecimento: Perspetivas Filosóficas e Distinções" »

Utilitarismo, Kant, Aristóteles e Contrato Social

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Utilitarismo (S.M.)

S.M. – o valor moral da ação reside nas consequências (a obrigação moral do agente está em prever ou avaliar as consequências e realizar a ação com as melhores consequências).

Boas consequências / boas ações: ação que maximiza a felicidade — produz a maior felicidade para o maior número de pessoas (princípio da moral utilitarista = princípio da utilidade ou princípio da maior felicidade: age de forma que a tua ação traga a maior felicidade para o maior número de pessoas).

Para S.M., a felicidade do agente não conta mais do que a dos outros; o agente deve preocupar‑se com a felicidade comum (para o maior número de pessoas). S.M. considera o egoísmo ético imoral. O agente pode procurar a maior... Continue a ler "Utilitarismo, Kant, Aristóteles e Contrato Social" »

Casos Difíceis e Discricionariedade Judicial

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Casos Difíceis e a Discricionariedade Judicial: Hart e Dworkin

Introdução

Um caso pode ser considerado difícil quando existe incerteza, estabelecida pela existência de diversas normas que conferem decisões diferentes e pela possibilidade de contradição dessas normas. Por outro lado, um caso é fácil quando basta a adoção da regra para a resolução do caso concreto. Assim, como tomar uma decisão judicial nos casos difíceis? Esse é o tema proposto e será respondido com as ideias de Hart e Dworkin, dois dos mais representativos juristas do Direito contemporâneo.

A Teoria dos Casos Difíceis e a Discricionariedade Judicial em Hart

Crítico de Kelsen, Hart procurou elaborar um conceito de Direito partindo da filosofia analítica. Mais... Continue a ler "Casos Difíceis e Discricionariedade Judicial" »