Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Língua e literatura

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Cesário Verde: Cidade, Campo e a Questão Social na Poesia

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Binómio Cidade/Campo na Poesia de Cesário Verde

A divisão de O Livro de Cesário Verde em duas partes (“Crise Romancesca” e “Naturais”) anuncia, desde logo, a tensão dialética entre a cidade e o campo, um dos temas fundamentais da poesia de Cesário. A primeira parte, “Crise Romancesca”, contém os poemas com tonalidade romântica, embora já enriquecidos pela ironia. A segunda parte, “Naturais”, contém os poemas que se baseiam na realidade quotidiana, onde se manifesta a técnica realista.

A Questão Social na Obra de Cesário Verde

O desenvolvimento contraditório e desumanizado da cidade, onde convivem sinais de prosperidade (os candeeiros a gás e a eletricidade, a água canalizada) com problemas subjacentes ao urbanismo... Continue a ler "Cesário Verde: Cidade, Campo e a Questão Social na Poesia" »

Exercícios de Concordância e Conjugação Verbal

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Exercícios de Gramática: Conjugação e Concordância

1) Assinale a opção em que há erro de conjugação verbal em relação à norma culta da língua:
e - Quando eu requiser a segunda via do documento... (Forma correta: requerer)

2) A única frase que não apresenta desvio em relação à concordância verbal recomendada pela norma culta é:
a - A lista brasileira de sítios arqueológicos, uma vez aceita pela Unesco, aumenta as chances de preservação e sustentação por meio do ecoturismo.

3) A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é:
e - O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação, mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio, ao pecado de saber mais do que nos convinha.

4) Complete... Continue a ler "Exercícios de Concordância e Conjugação Verbal" »

Análise dos Episódios em Os Maias — Eça de Queirós

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O Jantar no Hotel Central

Neste jantar, Ega pretende homenagear Cohen, o marido de Raquel, por quem Ega estava apaixonado e com quem mantinha uma relação. Em roda da mesa surgiram assuntos do foro literário e político que permitem ter uma noção da situação de Portugal.

Literário:

  • Alencar defende o ultra‑romantismo, enquanto Ega defende o realismo/naturalismo — mostra uma sociedade dominada por valores tradicionais, que se opõe a uma nova geração, a Geração de 70 representada por Ega.
  • Ega defende, de forma exagerada, a inserção da ciência na literatura.

Político: Ega critica a decadência do país e afirma desejar a bancarrota e a invasão espanhola.

A Corrida de Cavalos

É uma sátira ao desejo de imitar o que se faz no estrangeiro,... Continue a ler "Análise dos Episódios em Os Maias — Eça de Queirós" »

H2: Guia Completo das Classes Gramaticais do Português

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Guia Completo das Classes Gramaticais do Português

Verbo

Verbo Principal

  • Verbo Intransitivo (ex. A Luísa sorriu.)
  • Verbo Transitivo Direto (ex. A tia lava a roupa.)
  • Verbo Transitivo Indireto (ex. O rei fala ao povo.)
  • Verbo Transitivo Direto e Indireto (ex. A avó dá a bolacha à neta.)
  • Verbo Transitivo-Predicativo (ex. O pai acha a casa cara.)

Verbo Auxiliar

Ex. Ela tem estado atenta.

Verbo Copulativo

Ex. O João parece contente.

Adjetivo

Adjetivo Qualificativo

  • Pré-nominal:
    • Valor não restritivo (subjetivo, ex: bela paisagem)
    • Valor negativo ou conjetural (ex. mau funcionário)
  • Pós-nominal: (ex. o rapaz triste)

Adjetivo Numeral

Ex. primeiro

Adjetivo Relacional

Ex. a moda lisboeta

Advérbio

  • Advérbio de Predicado: (ex. O João mora ali.)
  • Advérbio de Frase: (ex.
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Análise do Sermão de Santo António aos Peixes

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Sermão de Santo António aos Peixes

Por que o nome deste sermão dado pelo Padre António Vieira?

  • Homenagem a Santo António: Pregado no dia de Santo António.
  • Exemplo: Segue o exemplo do sermão de Santo António aos peixes.
  • Propósito: Tal como Santo António tentou converter os hereges, o Padre António Vieira tenta converter os colonos portugueses no Brasil.

Objetivos

  • Agitar as consciências e conduzir à reflexão.
  • Evitar o mal e preservar o bem (o sal que tenta salgar).

1. Introdução – Capítulo I

Contém a tese inicial, o ponto de vista ao qual o autor pretende fazer aderir o leitor.

1.1. Exórdio

O orador apresenta o plano do sermão, baseado num conceito predicável extraído da Sagrada Escritura, visando captar a atenção do auditório.... Continue a ler "Análise do Sermão de Santo António aos Peixes" »

Guia de Orações Subordinadas e Concordância Gramatical

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Orações Subordinadas Substantivas

  • Subjetiva: Não tem sujeito (+se). Ex: É preciso que a saudade.
  • Objetiva direta: Sujeito + verbo transitivo direto (que, se ou quem). Ex: Eu sei que vou te amar.
  • Objetiva indireta: Sujeito + VTI + preposição + que. Ex: Lembrei-me de que hoje.
  • Predicativa: Sujeito + verbo de ligação (é, era). Ex: O problema é que eu não sei.
  • Completiva nominal: Sujeito + V + complemento + preposição + que. Ex: Ele tem certeza de que vai se sair bem.
  • Apositiva: ( : )

Orações Subordinadas Adverbiais

  • Temporais: Indicam o momento, o tempo de ocorrência do fato; são introduzidas por: quando, enquanto, logo que, assim que, mal.
  • Condicionais: Expressam uma hipótese ou condição para que ocorra o fato expresso na oração principal
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Temas e Estilo: Ricardo Reis e Alberto Caeiro

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1. A Natureza e a Brevidade da Vida em Ricardo Reis

No poema de Ricardo Reis, a natureza tem um papel essencial no desenvolvimento do pensamento do sujeito poético, funcionando como uma metáfora para a brevidade da vida. As rosas, associadas ao mito de Adónis, representam a fragilidade da existência humana, pois nascem e morrem rapidamente. A referência ao sol e a Apolo reforça a ideia de que, tal como as flores, a vida humana é curta e inevitavelmente sujeita à morte.

O verso “façamos nossa vida um dia” sugere a filosofia do carpe diem (expressão latina que significa “aproveita o dia”), incitando o sujeito a viver o presente, consciente da fugacidade da vida. Assim, a natureza reflete a nossa mortalidade e a urgência de aproveitar... Continue a ler "Temas e Estilo: Ricardo Reis e Alberto Caeiro" »

Guia Completo de Conjunções e Determinantes em Português

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Conjunções Coordenativas

Conjunções CoordenativasLocuções Coordenativas
Copulativase, nem, tambémnão só… mas também/como também, tanto… como, nem... nem
Adversativasmas, porém, todavia, contudoapesar disso, no entanto, ainda assim, não obstante, de outra sorte
Disjuntivasouou… ou, já… já, ora… ora, quer… quer, seja… seja, seja… ou
Conclusivaslogo, pois, portanto, assimpor conseguinte, por consequência, por isso
Explicativaspois-

Conjunções Subordinativas

TipoConjunções SubordinativasLocuções Subordinativas Adverbiais
Completivasque, se, …-
Temporaisquando, enquanto, apenas, mal, que (= desde que)até que, à medida que, antes que, logo que, sempre que, assim que, desde que, …
Finaisque (= para que)para que, a
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Evolução da Literatura Brasileira: Estilos e Contextos Históricos

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A Evolução da Literatura Brasileira

Falar sobre a evolução da literatura brasileira até os nossos dias significa, acima de tudo, conscientizar-se de que ela é constituída de épocas próprias e com características diferentes e distintas, levando em consideração um fator de extrema significância que auxilia as produções artísticas e literárias: o contexto histórico, político e social de cada época.

Quando falamos em evolução da literatura, nos deparamos com estilos literários ou estilos de época, que podem ser conceituados como o nome dado ao conjunto de obras escritas em uma determinada época, como, por exemplo, as obras elaboradas no Brasil desde os textos de informação até os dias atuais.

Não há um critério exato... Continue a ler "Evolução da Literatura Brasileira: Estilos e Contextos Históricos" »

Os Maias: Heróis Trágicos, Personagens e Crítica Social

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O Herói Trágico

Um herói trágico é uma personagem de boa índole, mas que comete um erro grave de julgamento (chamado de hamartia). Esse erro leva o herói à queda, à desgraça e, muitas vezes, à morte. Esse tipo de personagem é vítima do destino, de falhas pessoais e também das circunstâncias. Em Os Maias, isso acontece com Carlos da Maia, Maria Eduarda e Afonso da Maia, todos com trajetórias marcadas por sofrimento e ruína.

Carlos da Maia

  • Tem boa aparência, é culto e sensível.
  • Apaixona-se por Maria Eduarda sem saber que é sua irmã.
  • Esse erro de julgamento leva à desgraça dos dois.
  • Quando descobre a verdade, decide não contar nada à mãe de Maria Eduarda, mostrando falta de coragem.
  • Fica sem rumo, desiludido com a vida, e termina
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