Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Língua e literatura

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Análise do Sermão de Santo António aos Peixes

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Sermão de Santo António aos Peixes

Por que o nome deste sermão dado pelo Padre António Vieira?

  • Homenagem a Santo António: Pregado no dia de Santo António.
  • Exemplo: Segue o exemplo do sermão de Santo António aos peixes.
  • Propósito: Tal como Santo António tentou converter os hereges, o Padre António Vieira tenta converter os colonos portugueses no Brasil.

Objetivos

  • Agitar as consciências e conduzir à reflexão.
  • Evitar o mal e preservar o bem (o sal que tenta salgar).

1. Introdução – Capítulo I

Contém a tese inicial, o ponto de vista ao qual o autor pretende fazer aderir o leitor.

1.1. Exórdio

O orador apresenta o plano do sermão, baseado num conceito predicável extraído da Sagrada Escritura, visando captar a atenção do auditório.... Continue a ler "Análise do Sermão de Santo António aos Peixes" »

Guia de Orações Subordinadas e Concordância Gramatical

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Orações Subordinadas Substantivas

  • Subjetiva: Não tem sujeito (+se). Ex: É preciso que a saudade.
  • Objetiva direta: Sujeito + verbo transitivo direto (que, se ou quem). Ex: Eu sei que vou te amar.
  • Objetiva indireta: Sujeito + VTI + preposição + que. Ex: Lembrei-me de que hoje.
  • Predicativa: Sujeito + verbo de ligação (é, era). Ex: O problema é que eu não sei.
  • Completiva nominal: Sujeito + V + complemento + preposição + que. Ex: Ele tem certeza de que vai se sair bem.
  • Apositiva: ( : )

Orações Subordinadas Adverbiais

  • Temporais: Indicam o momento, o tempo de ocorrência do fato; são introduzidas por: quando, enquanto, logo que, assim que, mal.
  • Condicionais: Expressam uma hipótese ou condição para que ocorra o fato expresso na oração principal
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Ricardo Reis e Alberto Caeiro: Estética e Natureza

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Ricardo Reis, o heterónimo pessoano de formação clássica, evidencia, nos seus poemas, a perceção clara da efemeridade da vida e do tempo. De facto, a sua consciência aguda da passagem implacável do tempo e a impotência do homem para lutar contra essa inexorabilidade levam o sujeito poético a optar pelo carpe diem, pela fruição do tempo presente, procurando sempre os prazeres moderados (a sua faceta epicurista) e aceitando calma e serenamente a ordem natural das coisas e do destino e os limites da condição humana, apregoando valores estoicos.

Assim, na sua poesia, convida-nos a viver tranquilamente (ataraxia), pensando o menos possível e a esperarmos que as coisas aconteçam: "Não vale a pena fazer um gesto, pois a vida passa

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Temas e Estilo: Ricardo Reis e Alberto Caeiro

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1. A Natureza e a Brevidade da Vida em Ricardo Reis

No poema de Ricardo Reis, a natureza tem um papel essencial no desenvolvimento do pensamento do sujeito poético, funcionando como uma metáfora para a brevidade da vida. As rosas, associadas ao mito de Adónis, representam a fragilidade da existência humana, pois nascem e morrem rapidamente. A referência ao sol e a Apolo reforça a ideia de que, tal como as flores, a vida humana é curta e inevitavelmente sujeita à morte.

O verso “façamos nossa vida um dia” sugere a filosofia do carpe diem (expressão latina que significa “aproveita o dia”), incitando o sujeito a viver o presente, consciente da fugacidade da vida. Assim, a natureza reflete a nossa mortalidade e a urgência de aproveitar... Continue a ler "Temas e Estilo: Ricardo Reis e Alberto Caeiro" »

Guia Completo de Conjunções e Determinantes em Português

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Conjunções Coordenativas

Conjunções CoordenativasLocuções Coordenativas
Copulativase, nem, tambémnão só… mas também/como também, tanto… como, nem... nem
Adversativasmas, porém, todavia, contudoapesar disso, no entanto, ainda assim, não obstante, de outra sorte
Disjuntivasouou… ou, já… já, ora… ora, quer… quer, seja… seja, seja… ou
Conclusivaslogo, pois, portanto, assimpor conseguinte, por consequência, por isso
Explicativaspois-

Conjunções Subordinativas

TipoConjunções SubordinativasLocuções Subordinativas Adverbiais
Completivasque, se, …-
Temporaisquando, enquanto, apenas, mal, que (= desde que)até que, à medida que, antes que, logo que, sempre que, assim que, desde que, …
Finaisque (= para que)para que, a
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Evolução da Literatura Brasileira: Estilos e Contextos Históricos

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A Evolução da Literatura Brasileira

Falar sobre a evolução da literatura brasileira até os nossos dias significa, acima de tudo, conscientizar-se de que ela é constituída de épocas próprias e com características diferentes e distintas, levando em consideração um fator de extrema significância que auxilia as produções artísticas e literárias: o contexto histórico, político e social de cada época.

Quando falamos em evolução da literatura, nos deparamos com estilos literários ou estilos de época, que podem ser conceituados como o nome dado ao conjunto de obras escritas em uma determinada época, como, por exemplo, as obras elaboradas no Brasil desde os textos de informação até os dias atuais.

Não há um critério exato... Continue a ler "Evolução da Literatura Brasileira: Estilos e Contextos Históricos" »

Os Maias: Heróis Trágicos, Personagens e Crítica Social

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O Herói Trágico

Um herói trágico é uma personagem de boa índole, mas que comete um erro grave de julgamento (chamado de hamartia). Esse erro leva o herói à queda, à desgraça e, muitas vezes, à morte. Esse tipo de personagem é vítima do destino, de falhas pessoais e também das circunstâncias. Em Os Maias, isso acontece com Carlos da Maia, Maria Eduarda e Afonso da Maia, todos com trajetórias marcadas por sofrimento e ruína.

Carlos da Maia

  • Tem boa aparência, é culto e sensível.
  • Apaixona-se por Maria Eduarda sem saber que é sua irmã.
  • Esse erro de julgamento leva à desgraça dos dois.
  • Quando descobre a verdade, decide não contar nada à mãe de Maria Eduarda, mostrando falta de coragem.
  • Fica sem rumo, desiludido com a vida, e termina
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Funções da Literatura e Cantigas do Trovadorismo

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Funções da Literatura

A literatura nos faz sonhar. Provoca nossa reflexão. Nos diverte. Nos ajuda a construir nossa identidade. Nos ensina a viver. Denuncia a realidade.

Hedônica

Hedônica: prazer. A arte deve proporcionar prazer, retratando o belo.

Mímese

Mímese: imitação da palavra ou do gesto. Para ser eficaz, deve despertar no público sentimentos de terror e piedade. Também é entendida como a representação da realidade na literatura.

Catarse

Catarse: efeito moral e purificador que proporciona o alívio desses sentimentos.

Trovadorismo

Trovadorismo: rima, trova. Trovadores: os que compunham trovas. Esses poetas eram, em geral, da nobreza ou do clero.

Cantigas Líricas

Cantigas líricas:

Amor

Amor: Nas cantigas de amor o homem se refere à... Continue a ler "Funções da Literatura e Cantigas do Trovadorismo" »

Definição de Texto: Conceitos e Tipos

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Em linguística, a noção de texto é ampla e ainda aberta a uma definição mais precisa. Grosso modo, pode ser entendido como manifestação linguística das ideias de um autor, que serão interpretadas pelo leitor de acordo com seus conhecimentos linguísticos e culturais. Seu tamanho é variável.

  • “Conjunto de palavras e frases articuladas, escritas sobre qualquer suporte”[1].
  • “Obra escrita considerada na sua redação original e autêntica (por oposição a sumário, tradução, notas, comentários, etc.)”[2].
  • "Um texto é uma ocorrência linguística, escrita ou falada de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal. É uma unidade de linguagem em uso."[3]

O interesse pelo texto como objeto de estudo

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Análise Crítica: Sermão de Vieira e Desigualdade Social

Enviado por Anônimo e classificado em Língua e literatura

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Parte C: Análise do Sermão de Santo António aos Peixes

O Sermão de Santo António aos Peixes, proferido pelo Padre António Vieira em 1654, possui uma clara intenção persuasiva: criticar a exploração dos indígenas pelos colonos portugueses e apelar à mudança de comportamentos à luz dos valores cristãos. Para evitar confrontos diretos, Vieira recorre à alegoria, dirigindo-se simbolicamente aos peixes para, através deles, elogiar virtudes e condenar vícios humanos. Outro recurso utilizado é a antítese, que reforça os contrastes entre o bem e o mal, tornando a mensagem mais impactante. Assim, o autor procura convencer os ouvintes a rejeitarem a injustiça e a seguirem uma conduta mais ética.

Grupo III - Discurso de Mia Couto

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