Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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A Ética da Liberdade Individual e a Sociedade

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1. Origem da Sociedade Não Contratual

2. Deveres do Indivíduo na Sociedade

  • 2.1. Não prejudicar os interesses e direitos dos outros.
  • 2.2. Cooperar na defesa da sociedade.

3. Limites da Punição Social

A sociedade não pode punir atos danosos cometidos por indivíduos com discernimento ordinário contra si ou contra terceiros, desde que não violem direitos alheios, ainda que sem aprovação social.

4. Autonomia e Escolha Individual

Ninguém tem o direito de impor um comportamento a um indivíduo maduro sob o pretexto de benefício próprio. Cada pessoa é o melhor juiz de suas próprias circunstâncias e interesses. Outros podem oferecer conselhos ou exortações, mas não impor o que consideram benéfico.

5. Exercício da Liberdade e Reprovação

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René Descartes: Vida, Obra e o Contexto do Racionalismo

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René Descartes estudou no Colégio de La Flèche, gerido pela Ordem dos Jesuítas. Lá, teve contato com a filosofia estoica, aristotélica e escolástica, bem como com a matemática. Ele se formou em Direito. A Rainha Cristina da Suécia desejava ter aulas de filosofia; Descartes foi ao seu encontro, mas não pôde suportar o frio do inverno do norte, ficou doente com pneumonia e morreu. Ele compartilhava as ideias de Galileu, que foram condenadas pela Igreja.

Ele foi o pensador que inaugurou a modernidade; era também um matemático de referência (introduziu a álgebra) e um cientista com paixão pela medicina. Entre suas obras, destacam-se o Discurso do Método e as Meditações Metafísicas.

O contexto histórico-cultural do século XVII... Continue a ler "René Descartes: Vida, Obra e o Contexto do Racionalismo" »

O Cogito e o Critério de Verdade em Descartes

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O Cogito e o Critério de Verdade

Segundo nível de certeza: "Eu sou"

Descartes adverte que há uma confiança maior nas evidências da matemática do que em outras verdades. No entanto, a certeza sobre a própria existência é algo que nem mesmo um gênio maligno, com poder de enganá-lo, poderia invalidar. Esta é uma evidência inegável: posso duvidar de tudo, mas não posso duvidar de que existo enquanto duvido. Se penso, se me engano ou se sonho, existo como uma "coisa que pensa".

Evitando mal-entendidos

Descartes expressa essa verdade com a célebre frase "Penso, logo existo" (Cogito ergo sum), que deve ser interpretada da seguinte forma:

  • "Penso": Possui um significado amplo, abrangendo qualquer atividade da mente (dúvida, sonho, ilusão)
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Humanismo em Marx e a Crítica da Alienação

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O Humanismo de Marx: Análise e Crítica da Alienação

Para entender o projeto filosófico de Marx e sua crítica da economia política, devemos começar pela ideia e pela importância que ele atribui ao homem.

Sua filosofia crítica não é uma mera crítica aos filósofos pós-hegelianos, que procuravam mudar a realidade apenas com palavras. Marx escreveu: "A arma da crítica não pode substituir a crítica das armas". Portanto, a crítica deve ser radical, deve ir à raiz, que é o próprio homem. A crítica não se limita ao trabalho teórico, mas é também um instrumento de luta contra os inimigos do homem, como a ordem exploradora, visando a liberação de cada indivíduo. A crítica é, para Marx, a práxis revolucionária.

(Quando a... Continue a ler "Humanismo em Marx e a Crítica da Alienação" »

Marx e Kant: Conceitos Fundamentais da Filosofia

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Marx: Fundamentos Filosóficos

A Filosofia de Marx

História do Marxismo

  • Esquerda Hegeliana
  • Feuerbach: Defende o materialismo.
  • Socialismo Utópico: Pensadores como Fourier, Owen, entre outros, exigiam reformas sociais que pusessem fim à exploração dos trabalhadores.
  • Economistas Britânicos: O liberalismo econômico de Adam Smith, entre outros, considerava a lei natural da oferta e da procura como justificativa para o sistema capitalista (a "Mão Invisível").
  • Rousseau: Considerava a igualdade natural dos homens, atribuindo as desigualdades às instituições sociais.

O Materialismo Dialético

Marx argumenta que apenas a matéria na natureza é real, e que esta é uma realidade dinâmica que se transforma de acordo com leis intrínsecas que são dialéticas... Continue a ler "Marx e Kant: Conceitos Fundamentais da Filosofia" »

Antropologia: A Visão de Aristóteles e Descartes

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Antropologia

Aristóteles

Aristóteles vê o homem como um ser do mundo físico. Ele difere de Platão, pois não há uma grande separação entre a alma e o corpo. Quando uma pessoa morre, o indivíduo desaparece, mas a espécie continua. Aristóteles considera a alma de acordo com a espécie; cada uma possui um tipo de alma que realiza funções hierarquizadas que nos diferenciam de outros seres:

  • Função vegetativa: voltada para a alimentação e reprodução (plantas).
  • Função sensorial: envolve movimento e sentimento (animais).
  • Função racional: a busca da verdade através da razão, o que nos proporciona a felicidade.

O homem é composto de substância primária (individual) e substância segunda (espécie). O que existe é a espécie incorporada... Continue a ler "Antropologia: A Visão de Aristóteles e Descartes" »

Pensamento Racional e Filosofia: Elementos, Operações e Papéis

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O Que é Pensar? Definição e Componentes Essenciais

Pensar são operações mentais realizadas com a informação para atingir um objetivo, de acordo com regras, métodos e critérios adequados.

Alimento para o Pensamento: Elementos Fundamentais

  • Informação: É o dado ou conhecimento que possuímos e que deve ser preservado na memória ou em instrumentos auxiliares (livros, notas, computadores).
  • Operações: São as atividades mentais que realizamos com a informação (comparar, relacionar, desmontar, multiplicar, etc.).
  • Regra: As regras e orientações que devem ser seguidas para um raciocínio correto. Cada tipo de pensamento tem suas regras. (Ex: As regras para escrever poesia são diferentes das regras para fazer ciência.)
  • Método: É o procedimento
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Método Cartesiano: Regras, Dúvida Metódica e Cogito

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O método cartesiano

O método

São regras segundo as quais se garante a aquisição de conhecimento claro.

As regras fundamentais do método são:

1. Regra da Evidência

Regra da Evidência: É a regra mais importante do método: aceitar como verdadeiro apenas o que se apresenta com provas, pelo exercício da intuição. Esta regra dá lugar à dúvida metódica e, após sua superação, ao conhecimento entendido como ciência rigorosa. Em Princípios da Filosofia, Descartes afirma que não nos enganamos se descrevemos nossos julgamentos apenas pelo que sabemos de forma clara e distinta. O erro tem origem no julgamento antes de um conhecimento exato. A vontade pode ir além do que é oferecido com clareza e distinção e, portanto, conduzir ao... Continue a ler "Método Cartesiano: Regras, Dúvida Metódica e Cogito" »

A Dúvida Cartesiana: Fundamentos, Níveis e Propósito

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Uma das características centrais da filosofia cartesiana é, certamente, a dúvida metódica. Esta dúvida, quase obsessiva, é a base de seus pensamentos e, de alguma forma, fundamentada e justificada para o método. Deve-se notar que esta não é uma dúvida cética, uma dúvida pela dúvida, mas sim um processo para colocar em questão o conhecimento tido como verdadeiro até o momento, com um objetivo propedêutico. Descartes propõe três níveis de questionamento:

  • O nível dos sentidos;
  • A indistinção entre sono e vigília;
  • A hipótese do "gênio do mal".

Tudo isso para tentar alcançar um conhecimento certo e indubitável.

1. A Dúvida sobre os Sentidos

Os sentidos podem nos enganar, e isso é fácil de observar. Muitas vezes vemos algo... Continue a ler "A Dúvida Cartesiana: Fundamentos, Níveis e Propósito" »

Conceitos Chave na Filosofia de Nietzsche

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1. O Espírito Dionisíaco e Apolíneo

Nietzsche argumenta que o espírito grego era composto por duas tendências contratantes:

  • Apolíneo: Associado a Apolo, o deus da luz, da ordem, da beleza e da harmonia. Representa a visão de que o mundo é ordenado.
  • Dionisíaco: Associado a Dionísio, o deus da escuridão, do caos, do acaso, da paixão e da embriaguez. Representa a visão de que o mundo é fundamentalmente caótico.

Para Nietzsche, a arte era mais do que um passatempo; era uma maneira de decifrar a verdadeira realidade do mundo. Uma das formas de arte mais impressionantes era a tragédia grega, que misturava sexo, música, dança e sabedoria.

Em O Nascimento da Tragédia, Nietzsche argumenta que a tragédia era capaz de equilibrar as tendências... Continue a ler "Conceitos Chave na Filosofia de Nietzsche" »