Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Hume vs. Descartes: Crítica ao Racionalismo e Empirismo

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A Crítica de Hume ao Racionalismo Cartesiano

A filosofia de David Hume (Empirista) estabelece um forte contraste com a de René Descartes (Racionalista), pois Hume realiza uma crítica rigorosa aos principais pressupostos do Racionalismo.

1. Crítica ao Método

Hume critica o método racionalista. Existem dois tipos de métodos de raciocínio:

  • Indutivo: Parte de casos específicos para desenvolver uma lei geral.
  • Dedutivo: Parte de uma declaração geral para obter conclusões sobre casos individuais.

1.1. Crítica ao Método Dedutivo e Ideias Inatas

Hume critica os racionalistas que baseiam o conhecimento em princípios que derivam de ideias inatas. Hume, como todos os empiristas, rejeita a existência de ideias inatas e, consequentemente, o método... Continue a ler "Hume vs. Descartes: Crítica ao Racionalismo e Empirismo" »

Crítica da Razão Pura: Metafísica, Epistemologia e Moral

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Na Crítica da Razão Pura, Kant explica como alcançamos o conhecimento dos fatos e em que medida podemos conhecer os objetos. Na introdução, Kant se preocupa com a possibilidade da metafísica como ciência. A solução para esse problema o obriga a questionar as condições (empíricas e a priori) que tornam a ciência possível e verificar se a metafísica pode se adequar a elas. Descobertas essas condições, Kant investiga os tipos de juízos que a ciência usa, buscando as condições transcendentais que os tornam possíveis. Os juízos kantianos são classificados como analíticos ou sintéticos, a priori e a posteriori. Kant admite a existência de juízos sintéticos a priori (JSAP), pois são extensivos e, por serem a priori, universais... Continue a ler "Crítica da Razão Pura: Metafísica, Epistemologia e Moral" »

Platão: Epistemologia, Ética e Política

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Epistemologia: Existem dois níveis de conhecimento, ou dualismo epistemológico.
O primeiro é o conhecimento científico e episteme, em que o objetivo do conhecimento tem de ser dar uma visão objetiva e verdadeira da realidade. Para Platão, o real é o mundo das ideias, e o conhecimento guia a nossa alma para a contemplação do mundo das ideias, deixando de lado a sensação enganosa do mundo material. Atingir essa compreensão é o objetivo da filosofia, uma vez que, a partir deste ponto, pode-se observar o mundo sensível inteligível para copiar para seus casos. Se depois de estudar e refletir filosoficamente, minha mente começa a entender a essência eterna e imutável do direito e perceber que, na verdade, todas as coisas que chamamos... Continue a ler "Platão: Epistemologia, Ética e Política" »

Teoria do Conhecimento de David Hume

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O conhecimento é feito a partir da percepção e compreensão da própria atividade, através da imaginação, combinando ideias simples de forma complexa. Ideias Percepções ELEMENTCONO. Tudo o que contém a mente são percepções da experiência sensorial (não há ideias inatas). Elas são representações do mundo e são classificadas em dois tipos:

  • A. Impressões: sentimentos que vêm com a experiência, como as imagens e emoções. Como a experiência pode ser externa ou interna, as cópias podem ser de dois tipos: (1) as impressões de sensação, conhecidas pelos objetos do mundo exterior, e (2) impressões de reflexão, através das quais sabemos os nossos estados internos.
  • B. Ideias: cópias ou impressões das estampas quando elas
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Nietzsche e o Super-Homem: Uma Análise Crítica e Moral

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Em sua Genealogia da Moral, Nietzsche descreve como os fortes e nobres se comportam como aves de rapina perante os mais fracos. Ele argumenta que a dor, a miséria e a exploração dos oprimidos são justificadas pela própria natureza da força e da alegria, elementos irredutíveis que não precisam de validação externa. Contudo, considero que não podemos culpar a ave de rapina por se alimentar, mas devemos questionar o homem que, dotado de liberdade, não restringe condutas que geram prejuízo ao próximo.

O Conceito de Super-Homem

Para mim, o Übermensch (Super-Homem) de Nietzsche deveria ser uma meta real de autossuficiência. Diferente dos escravos, prisioneiros do ressentimento e da vingança, o verdadeiro Super-Homem seria um espírito... Continue a ler "Nietzsche e o Super-Homem: Uma Análise Crítica e Moral" »

Conceitos Fundamentais da Filosofia e Método Científico

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  • Lei Científica: Declaração universal que manifesta a relação constante entre fenômenos naturais ou eventos, cuja verdade foi suficientemente provada pela experiência e observação.
  • Teoria Científica: Um conjunto de declarações organizadas de modo sistemático que permite a explicação e previsão de fenômenos da natureza.
  • Hipótese: A suposição ou premissa utilizada para explicar algo.
  • Paradigma: Um conjunto de crenças, valores e técnicas partilhadas pela comunidade científica.
  • Contraste: Um conjunto de operações, fundamentos teóricos e experimentais para testar uma hipótese científica ou uma teoria.
  • Falsificação (Procedimento Metodológico): Determinar se uma teoria ou hipótese é falsa.
  • Verificação: É a verificação
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A Filosofia de Santo Agostinho: Liberdade, Mal, Fé e Conhecimento

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O Homem, o Mal Moral e o Livre-Arbítrio

O ser humano é concebido como uma alma platônica em um corpo que lhe é um incômodo, ou uma prisão. A alma, criada por Deus a partir das almas dos pais (segundo algumas interpretações), é superior ao corpo, simples e imortal. O verdadeiro 'eu' deve aspirar à união com Deus para alcançar a verdadeira felicidade, a participação no Bem Supremo (Deus). Esta união exige força e amor à verdade absoluta, mas não é fácil, porque o homem, que carrega as consequências do pecado original, tem uma inclinação natural para o mal.

A felicidade perfeita é típica dos bem-aventurados no outro mundo, que alcançaram a visão beatífica de Deus. Deus dotou o homem com livre-arbítrio, com o qual ele... Continue a ler "A Filosofia de Santo Agostinho: Liberdade, Mal, Fé e Conhecimento" »

Análise de Crepúsculo dos Ídolos de Nietzsche

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O texto analisado pertence ao livro "Crepúsculo dos Ídolos", do filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche. Neste trecho, o autor apresenta duas críticas à filosofia da cultura ocidental e, a partir delas, desenha quatro teses de oposição. O título da obra sugere o "crepúsculo" (deterioração ou desaparecimento) dos "ídolos" (pessoas, objetos ou ideias admiradas).

Para encontrar a origem dessa decadência, Nietzsche analisa as raízes da cultura ocidental: a Grécia Antiga. O autor observa que, naquele período, havia um equilíbrio entre duas forças que compõem a realidade:

  • Espírito dionisíaco: representa os valores da vida.
  • Espírito apolíneo: identifica os valores da razão.

Nietzsche argumenta que esse equilíbrio foi perdido... Continue a ler "Análise de Crepúsculo dos Ídolos de Nietzsche" »

Virtude, Felicidade e Fé: Platão e Santo Agostinho

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Virtude e Felicidade em Platão

O verdadeiro bem da humanidade, a felicidade, deve ser alcançado através da prática da virtude. Mas o que é virtude? Platão aceita essencialmente a identificação socrática da virtude e do conhecimento. A falta de virtude não é uma perversão da natureza humana, pois, por sua própria natureza, o homem busca o bem para si. Se alguém sabe o que é bom, não pode agir de maneira errada; a ação inadequada é, portanto, equivalente à ignorância.

Somente quem conhece a Ideia do Bem pode agir de forma adequada, tanto no âmbito público quanto no privado, afirma Platão na República, ao final da análise do mito da caverna. Quando alguém escolhe uma ação claramente má, segundo Platão, é porque acredita... Continue a ler "Virtude, Felicidade e Fé: Platão e Santo Agostinho" »

A Metafísica como Ciência na Filosofia de Kant

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A Metafísica pode ser uma ciência?

Kant questiona se a metafísica pode ser considerada uma ciência. Sua resposta é negativa, pois o objetivo da metafísica é ir além da experiência. Além disso, ela não contém juízos sintéticos a priori, sendo relegada ao campo da moralidade.

A tese de Kant situa-se na Era do Iluminismo, movimento que se opunha à autoridade, à tradição e à superstição, defendendo a independência, o progresso e a ciência. Kant manteve princípios racionalistas, afirmando que todo conhecimento baseia-se na razão. Contudo, ao conhecer a filosofia de Hume, ele desperta de seu "sono dogmático" e percebe que o empirismo — que defende que todo conhecimento deriva da experiência — também desempenha um papel... Continue a ler "A Metafísica como Ciência na Filosofia de Kant" »