Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Estrutura e Tipos de Argumentação Textual

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É um tipo de discurso com o qual se pretende defender uma opinião e persuadir o receptor através de provas e raciocínio. É usado principalmente para desenvolver os temas que sustentam pontos de vista diferentes.

Tipos de Argumentos

Há dois tipos de argumentos:

  • Em fatos: Fatos servem como conclusão; é mostrado que um evento ocorre ou tem ocorrido.
  • Em parecer: São muito importantes convicções pessoais, crenças coletivas, preconceitos, escalas de valores...

Aspectos Pragmáticos

Os aspectos pragmáticos envolvem a intenção comunicativa e o contexto:

  • Intenção Comunicativa: Existem duas funções comunicativas diferentes:
    • Referência: A informação é transmitida (Ex: O tabaco é prejudicial).
    • Conativa/Recursos: É persuadir o receptor (
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Wittgenstein: Linguagem, Lógica e o Místico no Tractatus

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LINGUAGEM, MUNDO E SIGNIFICADO

O objetivo do Tractatus é estabelecer o papel e o uso legítimo da linguagem. A linguagem só pode descrever os fatos. Por isso, há muitos aspectos da vida, tão essenciais como aqueles relacionados aos valores morais, artísticos ou até mesmo a lógica, que estão além das possibilidades expressivas da linguagem. Estes aspectos do místico são inefáveis. O autor defende a Teoria da Imagem do Significado: Wittgenstein considera a linguagem como um intermediário entre o pensamento e a realidade. A linguagem é a manifestação do pensamento (o *traje*) e apenas os pensamentos são expressos pela linguagem. Falar e pensar são quase o mesmo, embora a linguagem não possa transmitir todos os pensamentos, mas... Continue a ler "Wittgenstein: Linguagem, Lógica e o Místico no Tractatus" »

Morte, Mal e Transcendência: Perspectivas Filosóficas

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Significado da Morte e da Transcendência

O significado da morte difere dependendo de como entendemos o ser humano. Devemos considerar duas posições fundamentais: o monismo e o dualismo psicofísico.

  • Monismo: É a posição filosófica que defende que não há composição na realidade humana. Podemos diferenciar vários tipos, tais como o panteísmo, que afirma que a morte é a dissolução da individualidade no Cosmo Universal. O monismo materialista nega a possibilidade de qualquer dimensão não-material da existência humana, de modo que a morte se torna o limite absoluto da existência.
  • Dualismo: Existem muitas formas que argumentam que todos os seres humanos são compostos de dois tipos de realidade: um corpo material e uma alma espiritual.
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Fundamentos de Lógica e Conceitos Filosóficos

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Regras Fundamentais da Lógica Formal

Modus Ponens (MP)

Dado um condicional e seu antecedente como premissas, podemos derivar a conclusão da condicional resultante.

Introdução da Implicação (II)

Se assumirmos A e constatarmos que B se segue (ou seja, que B é verdadeiro sob a premissa A), então podemos concluir que A implica B (A → B).

Introdução da Conjunção (IC)

Se temos duas premissas separadas, podemos concluir sua conjunção.

Eliminação da Conjunção (EC)

Dada uma conjunção como premissa, podemos concluir qualquer um de seus membros individualmente.

Introdução da Disjunção (ID)

Se tivermos uma proposição como premissa, podemos adicionar qualquer outra proposição disjuntivamente, e essa disjunção será verdadeira.

Eliminação

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Crítica à metafísica e à linguagem (Nietzsche)

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Texto 5 — Crítica à metafísica

Aparência:

Para os filósofos tradicionais, a aparência é causa de erro; é mera aparência. Ela provém dos sentidos e, por isso, é irreal. Como a realidade está em mudança, nossos sentidos parecem nos mostrar a impossibilidade de um estado estável. Na verdade, esses filósofos buscavam a verdade num mundo além do que nos aparece, um mundo real em oposição ao aparente. Essa negação da aparência como crítica da realidade é do pensamento alemão.

Preconceito da razão:

O "preconceito da razão" refere-se ao egipticismo: uma aversão à mudança que leva a buscar a estabilidade em um mundo imaginário, criado a partir de conceitos vazios, onde só existe negação da vida e recusa da evolução.... Continue a ler "Crítica à metafísica e à linguagem (Nietzsche)" »

Ortega y Gasset: As 3 Etapas da Sua Filosofia e Contexto

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1ª Etapa: Objetivismo (1883-1913)

O objetivismo nasceu em Madrid em 1883, em uma família ligada à cultura e ao jornalismo. Seu avô fundou o jornal The Guardian, no qual Ortega iniciou suas colaborações jornalísticas. Sua viagem à Alemanha (1905-1907) caracteriza o objetivismo, que se estende até a publicação das Meditações sobre Dom Quixote.

Seus interesses filosóficos estavam orientados para o estudo sério do Neokantismo. Ortega assimilou o espírito da filosofia de Kant, que considerou muito proveitosa para seus interesses vitais e para o futuro da Espanha. Em seu retorno, visava a modernização da Espanha. Aspirava a uma reforma radical da alma espanhola, guiada pela disciplina intelectual, o desejo de clareza, objetividade... Continue a ler "Ortega y Gasset: As 3 Etapas da Sua Filosofia e Contexto" »

Conceitos Filosóficos e Teológicos Fundamentais

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Abstração

Capacidade através da qual o entendimento extrai a forma universal de coisas específicas individuais, eliminando o material. Através deste processo, formam-se os conceitos a partir da experiência sensível.

Ato (Realização da Potência)

Os conceitos são os efeitos das cinco vias para chegar a Deus. O ato é a realização do que está em potência; aquilo que faz o poder que se opõe a ele. Serve para explicar a mudança como a passagem da potência ao ato. Isto é usado na 1ª via.

Analogia

Possui uma pluralidade de significados, sendo os mais importantes: mudança ou movimento, ação, forma e ser. A analogia é uma propriedade que as palavras têm de ser atribuídas a várias realidades com um significado parcialmente idêntico... Continue a ler "Conceitos Filosóficos e Teológicos Fundamentais" »

A Teoria Kantiana do Conhecimento: Uma Análise

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A Teoria Kantiana do Conhecimento

O transcendentalismo de Kant apresenta-o como um filósofo iluminista. Sua obra é dividida em dois períodos:

  • Pré-crítico: trabalhos anteriores à Crítica da Razão Pura.
  • Crítico: as obras posteriores.

No contexto em que Kant se desenvolve, ele é influenciado pelo desenvolvimento sociopolítico da educação pietista (ramo do protestantismo), pela ética de trabalho, pelo método de Newton, pela tradição empírica de Hume, pelo racionalismo alemão e pelos escritos pedagógicos de Rousseau.

A Crítica da Razão Pura de Kant tenta criar uma alternativa ao ceticismo e ao dogmatismo. Kant defende uma teoria anticética, pois o ceticismo universal tornaria o conhecimento necessário impossível e, consequentemente,... Continue a ler "A Teoria Kantiana do Conhecimento: Uma Análise" »

A Filosofia de Ortega: Razão Vital e Perspectiva

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1. O Sentido da Filosofia segundo Ortega y Gasset

Para Ortega y Gasset, a filosofia é vital; os seres humanos têm uma necessidade vital de compreender o universo e "tudo o que há". Mas a filosofia encontra-se atualmente num beco sem saída devido à oposição entre realismo e idealismo, uma dicotomia que precisa ser superada.

2. Crítica ao Realismo e ao Idealismo

Ortega critica o idealismo por considerar o sujeito como o eixo em torno do qual gira a realidade. E critica o realismo por considerar o sujeito apenas como uma mera parte da realidade. Ortega entende o sujeito como uma realidade que vive aqui e agora.

Para o realismo, a verdadeira realidade são as substâncias (coisas que existem em si mesmas e são independentes da minha mente)... Continue a ler "A Filosofia de Ortega: Razão Vital e Perspectiva" »

O Empirismo Britânico e a Filosofia de David Hume

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O Empirismo Britânico

O termo empirismo refere-se à tentativa de construir tanto a filosofia quanto a ciência com base na experiência. Esta corrente opõe-se ao racionalismo continental. Seria enganoso, contudo, afirmar que o empirismo e o racionalismo não possuem pontos de encontro; fatos históricos mostram que os grandes autores do empirismo britânico formaram sua autoridade racional através da leitura.

O núcleo de ambas as correntes são as ideias: para os racionalistas, elas são inatas, enquanto para os empiristas, são adquiridas. O ponto chave que diferencia o empirista do racionalista é o papel central atribuído à experiência, que serve como certificado de validade para qualquer conteúdo de conhecimento, utilizando métodos... Continue a ler "O Empirismo Britânico e a Filosofia de David Hume" »