Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Perspetivas filosóficas da ciência: indutivismo, Popper e Kuhn

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Perspetiva Indutivista

A perspetiva segundo a qual o método científico se baseia essencialmente no raciocínio **indutivo**.

Os indutivistas argumentam que só o raciocínio indutivo tem o caráter **ampliativo** que caracteriza o conhecimento científico.

Os passos do método científico proposto pela perspetiva indutivista

  1. Os cientistas conduzem observações cuidadosas e deparam com um fenómeno que não sabem explicar.
  2. Os cientistas propõem uma hipótese para explicar o fenómeno em questão.
  3. Os cientistas extraem da hipótese consequências que usam para fazer previsões.
  4. Os cientistas realizam experiências para averiguar se as previsões ocorrem.
  5. Se as previsões não ocorrem, a hipótese é rejeitada e uma nova hipótese é apresentada;
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Kant: Boa Vontade, Autonomia e Heteronomia da Vontade

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Boa Vontade em Kant

Para Kant, o Homem tem uma natureza mista, composto de Sensibilidade (ou Animalidade) e de Racionalidade (Razão). A Sensibilidade é representada através das nossas «inclinações», interesses e instintos egoístas. A Razão corresponde à representação do ‘Bem comum’ e à universalidade do Dever.

Desta forma, mesmo o Homem que cumpre o Dever (o homem de Boa Vontade) nunca é isento de egoísmo – por isso não é um Santo ou um Anjo, mas um ser humano que se rege pela Razão e que subordina as suas inclinações às suas motivações racionais (Autonomia da Vontade).

O ‘bem’, em termos humanos, corresponde, pois, ao esforço constante, orientado pelo cumprimento do Dever – é o que Kant designa de Boa Vontade....

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Método hipotético-dedutivo, indutivo e conhecimento científico: conceitos fundamentais

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O Método Hipotético-Dedutivo

O método hipotético-dedutivo costuma utilizar-se para melhorar ou precisar teorias prévias em função de novos conhecimentos, nas quais a complexidade do modelo não permite formulações lógicas. Portanto, tem um caráter predominantemente intuitivo e necessita, não só para ser rejeitado, mas também para impor a sua validade, a verificação das suas conclusões.

O Método Indutivo

O método indutivo cria leis a partir da observação dos fatos, mediante a generalização do comportamento observado; realiza uma espécie de generalização, sem que através da lógica possa conseguir uma demonstração das citadas leis ou conjunto de conclusões.

A Função da Hipótese na Pesquisa Científica

A função da...

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Lógica, conhecimento e dúvida metódica em Descartes

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Importância da Lógica na Filosofia

A lógica é fundamental na filosofia porque nos permite avaliar a qualidade dos argumentos, ajudando-nos a pensar de forma consequente e rigorosa. Ela torna a filosofia uma prática intelectual séria e disciplinada, sendo uma condição necessária para construir bons argumentos e criticar argumentos incorretos e fracos.

Relação entre a Retórica e a Filosofia

Para um filósofo, o método de persuasão — uma das definições de retórica — não é o foco principal, pois o objetivo é a descoberta da verdade. No entanto, para que o público compreenda a filosofia, são necessários cuidados como a clareza da exposição e a ordem dos argumentos, elementos associados à retórica. Portanto, a relação...

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Lógica Aristotélica: raciocínio dedutivo, silogismo, conceitos e juízos

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O raciocínio é uma sequência de inferências nas quais, a partir de uma proposição conhecida, é descoberta uma ou mais desconhecidas. Aristóteles, nos Analíticos Posteriores, abrange tanto o raciocínio indutivo quanto o dedutivo, mas acredita que o conhecimento científico é obtido através da dedução do particular a partir do geral, isto é, com o conhecimento das causas. Aristóteles privilegia, portanto, a análise do raciocínio dedutivo, especialmente o silogismo categórico.

O raciocínio dedutivo é uma forma de raciocínio que vai do geral para o particular, isto é, tentando extrair uma verdade particular de uma universal. Pode ser de três tipos: categórico, hipotético e disjuntivo, dependendo do tipo de proposição...

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Estado de natureza em Locke e comparação com Hobbes

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a) Como Locke caracteriza o estado de natureza?

(Responda em no máximo 15 linhas)

Para Locke, a vida pode ser vivida sem representação governamental: é possível existir no estado de natureza sem alguém que nos represente ou cuide exclusivamente da nossa segurança. O estado de natureza, para Locke, é um estado de perfeita liberdade e de igualdade, regido pela lei da natureza. Locke acrescenta um componente teológico e moral à sua teoria: por todas as criaturas serem de Deus, há o dever de não prejudicar os outros, isto é, evitar a guerra, salvo em caso de autodefesa. Para Locke, devemos ajudar o próximo sem causar danos a ele nem a nós mesmos.

  • Guerra e paz: a tendência é à paz, exceto quando a autodefesa torna o conflito necessário.
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Filosofia do Século XVII: Racionalismo e Empirismo

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Contexto Histórico do Século XVII

O século XVII é marcado por processos iniciados no Renascimento, como o Humanismo, a Reforma e os avanços técnicos. É também o século da nova ciência, cujo principal representante é Galileu, que tornou possível o conceito de ciência para Francis Bacon: "o homem pode conquistar a natureza, e o instrumento para isso é a ciência." Eles também propuseram um método hipotético-dedutivo:

  • Formulação da hipótese.
  • Verificação experimental.
  • Tratamento conceitual matemático.

Este método foi utilizado para atender às exigentes necessidades da burguesia industrial e teológicas. A imagem do universo mudou, e o modelo aristotélico desapareceu graças a pensadores como Copérnico, Kepler e Descartes.

Racionalistas:

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Ética e natureza humana: cristianismo, Espinosa, Rousseau e contratualismo

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O Cristianismo: Inferioridade e Dever

O cristianismo nasce como religião de indivíduos que não se definem por seu pertencimento a uma nação ou a um estado, mas por sua fé num mesmo e único Deus.

Existem duas diferenças primordiais:

  • 1) A ideia de que a virtude (fé: qualidade da relação de nossa alma com Deus; a caridade: o amor aos outros e a responsabilidade pela salvação dos outros, conforme exige a fé) se define por nossas relações com Deus e não com a cidade nem com os outros.
  • 2) Livre-arbítrio: o impulso espontâneo de nossa liberdade dirige-se para o mal e para o pecado. Somos seres fracos, pecadores, divididos entre o bem e o mal.

A ideia de dever

É a ideia de que a virtude é a obrigação de cumprir o que é ordenado pela...

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O Método Científico: Hipotético-Dedutivo vs. Indutivo

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O método científico pode ser interpretado como hipotético-dedutivo ou como indutivo, consoante a perspetiva de que se parte.

A Perspetiva Hipotético-Dedutiva

Segundo a perspetiva hipotético-dedutiva, é o problema que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, com a hipótese, tem dois objectivos: explicar um facto e prever outros acontecimentos dele decorrentes. A hipótese deverá ser testada em experiências laboratoriais controladas e, se os resultados obtidos pelos pesquisadores comprovarem a hipótese, então ela será aceite como uma teoria.

A Concepção Indutiva do Método

A conceção indutiva do método baseia-se no princípio de que os casos ainda não observados serão semelhantes aos que já foram observados. A observação...

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Teoria do Conhecimento, Ética e Política em Aristóteles

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VII. Teoria do Conhecimento (Epistemologia)

Entre os filósofos gregos e, desde os pré-socráticos, a sensibilidade e a experiência foram muito subestimadas como fonte de conhecimento. Segundo Parmênides, os sentidos fornecem conhecimento equivocado (opinião) e só a razão permite conhecer a verdade de forma confiável. Platão considerava o pensamento o único conhecimento verdadeiro das ideias, para o qual os sentidos eram um incômodo constante.

Mas Aristóteles é de opinião contrária: não hesita em retornar todo o valor à empiria. Sua teoria do conhecimento, portanto, apoiará o mundo empirista. No mundo da experiência, o mundo é conhecido pelos nossos sentidos. Não pode existir, para Aristóteles, nenhum conhecimento da alma...

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