Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Iluminismo: Filósofos e Ideais

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Filosofia do Iluminismo

O Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu na Europa no século XVIII. Os pensadores iluministas acreditavam que a razão era a melhor forma de compreender o mundo e que ela deveria substituir as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. Defendiam que o homem deveria ser o centro do conhecimento e buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.

Principais Pensadores Iluministas:

  • Montesquieu: Defensor da Teoria da Separação dos Poderes em Legislativo, Executivo e Judiciário, como forma de evitar abusos dos governantes e de proteger as liberdades individuais. Era a favor de uma monarquia constitucional.
  • Voltaire: Opositor da
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A Importância dos Direitos Humanos na Sociedade

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Uma das características mais marcantes da nossa vida social e política é que estamos sempre a falar sobre direitos. De fato, raros são os dias em que não dizemos ou ouvimos alguém dizer frases do tipo “Você não tem o direito de fazer isso comigo!”; “Eu tenho o direito de ser feliz!”; “Temos o direito de ir e vir livremente” e assim por diante.

Viver em um mundo no qual as pessoas são vistas como detentoras de direitos é uma grande conquista, senão vejamos. Durante séculos, milhões de seres humanos, nos mais diversos lugares do mundo, inclusive no nosso país, foram reduzidos à condição de escravos e submetidos aos tratamentos mais cruéis e degradantes que podemos imaginar. Até bem pouco tempo, a violência contra... Continue a ler "A Importância dos Direitos Humanos na Sociedade" »

Sociologia Ambiental: Os Paradigmas de Dunlap e Catton

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Dunlap e Catton lançam assim a sua sociologia do ambiente como um desafio radical ao conjunto da comunidade científica da sociologia e ao seu velho paradigma, que consideram incapaz de integrar convenientemente o tipo de problemas insistentemente colocados por diversos sectores e reunidos enquanto ecológicos e ambientais. Os autores vão designar o seu paradigma/Visão Antropocêntrica Dominante das Ciências Sociais por HEP 1 e 2.

O Paradigma Antropocêntrico Dominante (HEP)

Premissas Paradigmáticas da HEP:

  1. Os humanos têm uma herança cultural acumulada, distinta da herança genética, sendo diferentes das outras espécies.
  2. Os factores sociais e culturais (incluindo a tecnologia) são grandes determinantes das ações humanas.
  3. Os ambientes
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Conceitos Fundamentais de Retórica e Argumentação

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  • Retórica: É a arte de bem falar; melhora a capacidade de argumentar e defender as suas posições.
  • Sofistas: Eram professores que ensinavam aos seus alunos a arte de bem falar. Para eles, a verdade é relativa ao sujeito que a profere, desenvolvendo competências como a habilidade em persuadir, a retórica e a oratória.
  • Retórica (sentido ético): É a arte de bem falar que utiliza a linguagem e a eloquência como instrumentos, e não como objetivos finais; visa o esclarecimento e a compreensão.
  • Manipulação: Consiste em levar alguém a aceitar uma tese sem avaliar criticamente (isto é, sem examinar de modo rigoroso e imparcial) as razões que existem a seu favor e contra ela.
  • Persuasão: Consiste em oferecer boas razões para que alguém
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Leibniz e a Revolução Copernicana na Filosofia

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Leibniz: O Princípio da Razão Suficiente universal e necessária permite manter as ideias inatas e as ideias empíricas. É justamente o princípio da causalidade, como vimos, que será alvo das críticas dos empiristas. O princípio da razão suficiente é apenas um hábito adquirido por experiência, como resultado da repetição e da frequência de nossas impressões sensoriais. A crítica de Hume à causalidade e ao princípio da razão suficiente leva à resposta de Kant.


A Revolução Copernicana em Filosofia: em vez de colocar no centro a realidade objetiva ou os objetos do conhecimento, dizendo que são racionais e que podem ser conhecidos tais como são em si mesmos, comecemos colocando no centro a própria razão. Não é o sujeito... Continue a ler "Leibniz e a Revolução Copernicana na Filosofia" »

Conceitos de Mito e a Análise de Édipo

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Conceitos Fundamentais:

  • Léxico: Sistema de oposições significativas; é o subcódigo.
  • Código: Sistema de símbolos combinados. Não é possível fazer um código sem signo.
  • Denotação: Ocorre quando a relação significante X significado é dada de forma obrigatória pelo código, é imposta pelo código. É unívoca e reversível.

Personagens e o Mito:

  • Produtor de Mitos: Focaliza um significante vazio, deixa o conceito preencher a forma do mito sem ambiguidade e se encontra diante de um sistema simples, onde a significação volta a ser literal. Parte de um conceito e procura uma forma para esse conceito (Eve e Ben em “Muito Além do Jardim”).
  • Mitólogo: Focaliza um significante pleno, distingue claramente o sentido da forma e, portanto,
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Éticas Deontológicas vs. Éticas Teleológicas: Fundamentos Morais

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Moral e Ética: Distinção Fundamental

A moral considera o agir na sua relação com a lei, ao passo que a ética trata do fundamento da moral. Assim, a moral é o campo onde a lei e a regra atuam, e a ética opera ao nível das fundamentações da lei e da moral.

O Desafio do Juízo Moral

A dificuldade reside em enraizar a moral numa intenção ética, na articulação entre um princípio universal e a sua inserção numa situação particular. Ou seja, a dificuldade consiste em formar o juízo moral no confronto do universal e do particular.

Éticas Deontológicas (Éticas do Dever)

As éticas deontológicas (do grego, déon = "dever") afirmam que só agimos moralmente quando obedecemos à lei e porque obedecemos à lei. O dever moral de fazer... Continue a ler "Éticas Deontológicas vs. Éticas Teleológicas: Fundamentos Morais" »

Filosofia da Linguagem: Wittgenstein, Frege e a Virada

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Wittgenstein e a Linguagem como Jogo

Para o autor, quando se diz ou nomeia uma coisa, esse nome deve expressar a coisa, deve fazer referência às coisas, e o enunciado deve explicitar exatamente aquilo que se quer. Para Wittgenstein, a linguagem precisa ser organizada de tal modo que a sua organização sintática tenha pretensão de verdade. Isso requer domínio da lógica matemática simbólica, pois, para o autor, só uma sentença é verdadeira no contexto em que a linguagem está inserida.

Dentro das Investigações Filosóficas, vemos que a base é a linguagem cotidiana e a gramática, os usos linguísticos. O autor abandona o formalismo e rompe com a ideia de que nomes designam objetos simples. Para ele, só se pode entender aquilo que... Continue a ler "Filosofia da Linguagem: Wittgenstein, Frege e a Virada" »

Ética e Moral: Conceitos e Teorias

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Juízos de Facto e Juízos de Valor

Juízos de Facto: Descrevem a realidade, informando sobre factos, acontecimentos ou ações. Podem ser verificados pela experiência (confirmados ou negados). São descritivos ou informativos e não determinam o que deve ou não ser feito. Exemplo: "Não se tem certeza sobre o número exato de mortes nos campos de concentração nazis, mas sabe-se que foi elevado."

Juízos de Valor: Avaliam acontecimentos ou ações. Referem-se a valores ou princípios que servem de base para a avaliação. A maioria são normativos. Exemplo: "O ato dos nazis, ao matarem milhões de judeus, foi criminoso e horrendo."

Juízos Morais

Juízos Morais: Elogiam e estimulam ações que expressam valores comuns (altruísmo, solidariedade,... Continue a ler "Ética e Moral: Conceitos e Teorias" »

O Contrato Social de Rousseau: Resumo e Contexto

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Rousseau: O Contrato Social

Resumo

No estado de natureza, chega um momento em que os indivíduos isolados não conseguem superar os obstáculos que surgem. Para progredir, precisam unir forças, mas devem proteger a sua liberdade e força originais. A solução reside no contrato social, no qual cada indivíduo se compromete consigo mesmo, mantendo a sua liberdade.

Análise e Explicação

Rousseau propõe um modelo de civilização que visa a felicidade e a igualdade. Os objetivos do contrato social são:

  • Restaurar a bondade, a liberdade e a igualdade do estado de natureza;
  • Fortalecer o vínculo entre os homens no estado de civilização.

Para Rousseau, existem dois estados:

  1. Estado de Natureza: Estado pré-moral onde o homem é genuíno, inocente,
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