Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Lógica Jurídica: Antinomias, Lacunas e Inferências

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O que você compreende por antinomia e lacuna como fatores antitéticos à lógica jurídica?

No campo da teoria do Direito, antinomia é o conflito entre normas do mesmo ordenamento, e lacuna é a ausência de norma para a disciplina de certo caso concreto. O Direito é lógico, portanto, quando não possui antinomias nem lacunas. A manifestação de antinomias configura desobediência ao princípio da não contradição. A lacuna macula a lógica do sistema jurídico por caracterizar inobservância do princípio do terceiro excluído.

Em suma, se o Direito pretende ser lógico, não pode ser múltiplo, nem ter antinomias e lacunas.

Conceitue a inferência do ponto de vista da linguagem comum e da lógica

Na linguagem comum, inferência está... Continue a ler "Lógica Jurídica: Antinomias, Lacunas e Inferências" »

Dogmática e Hermenêutica Jurídica: Métodos de Interpretação

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Dogmática Jurídica: Essência e Adaptação da Norma

Dogma é a essência, o que faz surgir algo. A dogmática jurídica tem como dogma a norma jurídica. Tal dogma constitui-se de determinadas interpretações da realidade que não devem ser questionadas e, caso o sejam, devem ater-se aos parâmetros fixados pelas próprias normas jurídicas, sem prejuízo para a coerência interna do sistema normativo como um todo.

Não significa que os dogmas jurídicos sejam interpretações estáticas da conduta social; eles precisam ser constantemente revistos para acompanhar a mutabilidade inerente a essa conduta. A dogmática jurídica consiste exatamente no manejo das regras que garantem que esses processos de revisão e atualização permaneçam dentro... Continue a ler "Dogmática e Hermenêutica Jurídica: Métodos de Interpretação" »

h3: Necessidades Inatas e a Estrutura Social em Aristóteles

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Necessidades Inatas (Naturais)

1. Necessidade de reprodução, que fundamenta a relação entre o homem e a mulher. “(...) A necessidade de progenitura é, em si, um facto natural”.

2. Necessidade de autopreservação, que fundamenta a relação entre o senhor e o escravo. “Quem pode usar o seu intelecto para prever é, por natureza, governante e senhor, enquanto quem tem força física para trabalhar é governado e escravo, por natureza”.

Assim, para Aristóteles a escravatura é perfeitamente legal, porque natural. Não reconhece que os seres humanos são por natureza iguais e, por isso, também não advoga tratamento igual.

São as relações sociais, entre homem e mulher para a perpetuação da espécie e as relações entre senhor... Continue a ler "h3: Necessidades Inatas e a Estrutura Social em Aristóteles" »

Redes Neurais, Algoritmos Genéticos e Lógica Fuzzy

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1. Redes Neurais Artificiais (RNA)

a) Defina o que é uma RNA

Redes Neurais Artificiais são dispositivos de computação paralela que consistem de muitos processadores interconectados (neurônios artificiais). Cada processador conhece apenas os sinais que envia e recebe periodicamente de outros processadores. Essas redes são usadas para modelar funções complexas, reconhecimento de padrões, regressão, entre outros problemas de aprendizagem.

b) Quais os elementos fundamentais de uma RNA? Ilustre e exemplifique

Os elementos fundamentais de uma RNA são:

  • Conjunto de neurônios artificiais — unidades de processamento que recebem entradas, aplicam uma função de ativação e produzem saídas.
  • Padrão de conexão (arquitetura) — define como os
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Alegoria da Caverna de Platão: Resumo

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A Alegoria da Caverna de Platão: Uma Análise

O texto inserido na obra “A República” é um diálogo baseado em metáforas, levantando inúmeras questões sobre o conhecimento e a realidade humana, espalhando, desta forma, os pontos de vista da teoria de Platão. O texto retrata prisioneiros acorrentados contra uma parede numa caverna escura, apenas iluminados por uma chama. Os prisioneiros nunca conheceram outro local e, na parede da caverna, têm apenas acesso às projeções de sombras de cenas do quotidiano, que os mesmos analisam, considerando que as mesmas são a verdadeira realidade.

Durante o diálogo, é levantada a hipótese de um dos prisioneiros ter a oportunidade de escapar da caverna e, durante a fuga, entra em contato, pela... Continue a ler "Alegoria da Caverna de Platão: Resumo" »

Introdução à Filosofia: Da Grécia Antiga a Platão

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Significado de Filosofia: Amor à sabedoria.

As Condições Históricas

  • As viagens marítimas;
  • A invenção do calendário;
  • A invenção da moeda;
  • O surgimento da vida urbana;
  • A pólis (cidade-estado);
  • A invenção da escrita alfabética.

A Política

Atuação para lidar com assuntos da comunidade. Como se faz? Democrática: a participação no processo de tomada de decisão, a disputa política, a assembleia, o controle de atuação das autoridades e a transparência. Onde se faz? Pólis: o espaço em que a população decide o bem-estar coletivo. Quem faz? Cidadãos: respeitados como iguais.

O Mito e a Filosofia

O mito como a explicação do mundo. O mito não pode ser questionado por ser revelado por seres divinos. É também uma narrativa imaginária,... Continue a ler "Introdução à Filosofia: Da Grécia Antiga a Platão" »

Fundamentos da Lógica: Tautologia e Regras de Inferência

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Tautologia, Contradição e Contingência

Estes conceitos definem a validade de uma proposição composta com base na sua tabela de verdade:

  • Tautologia: O resultado da proposição é sempre verdadeiro.
  • Contradição: O resultado da proposição é sempre falso.
  • Contingência: O resultado da proposição é alternado (verdadeiro e falso).

As Regras de Inferência: Modus Ponens, Modus Tollens e Silogismo Disjuntivo

Modus Ponens (Afirmação do Antecedente)

O Modus Ponens (modo que afirma) é uma forma de inferência ou argumento válido em que, na segunda premissa, se afirma o antecedente e, na conclusão, se afirma o consequente.

A sua estrutura lógica é:

  1. Se o antecedente se verificar, o consequente verificar-se-á. (P → Q)
  2. O antecedente verificou-
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O Racionalismo e o Método de René Descartes

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O Projeto de Descartes

O projeto de Descartes consiste em construir um sistema de verdades indubitáveis em que, de uma verdade que seja impossível considerar falsa, possamos deduzir outras verdades que sejam certezas absolutas.

Razões de Ser do Projeto

  • 1. O sistema dos ditos conhecimentos era constituído por verdades e falsidades.
  • 2. Temos de separar o verdadeiro do falso e justificar que o que acreditamos ser verdadeiro é absolutamente verdadeiro. Havia falsidades na base do sistema.
  • 4. Temos de encontrar uma verdade indubitável que sirva como base ao sistema dos conhecimentos e permita organizá-lo firme e seguramente.

Como Atingir Esse Objetivo

  1. Consideramos falso o que não for absolutamente verdadeiro ou indubitável.
  2. Consideremos enganadora
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Hume e Descartes: Conhecimento, Indução e a Bifurcação

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Distinção entre Relações de Ideias e Questões de Facto

As relações de ideias definem-se por poderem ser conhecidas a priori; como diz Hume, são intuitivas ou demonstrativamente certas. Sobre elas, afirma também que são verdades necessárias, ou seja, são proposições que têm de ser verdadeiras. As questões de facto são proposições que afirmam ou implicam a existência de entidades concretas. Só podem ser conhecidas a posteriori e são verdades contingentes; ou seja, ainda que seja verdade uma questão de facto, é possível negá-la sem entrar em contradição.

Origem do Conhecimento: Descartes vs. Hume

Descartes e o Racionalismo

Para Descartes, a origem do conhecimento é a razão; é na intuição do cogito e não nos sentidos... Continue a ler "Hume e Descartes: Conhecimento, Indução e a Bifurcação" »

Filosofia do Conhecimento: Descartes, Hume e Ciência

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Filosofia do Conhecimento: Conceitos Essenciais

René Descartes

  • Argumento da Marca: Descartes recorre ao argumento da marca para provar que Deus existe. Se temos a ideia de um ser perfeito, então esse ser existe, pois eu, que duvido, não sou perfeito. Logo, existe algo para além de mim que é perfeito e é a verdadeira origem da ideia de perfeição.
  • Deus garante a verdade das nossas ideias claras e distintas, tanto atuais quanto passadas.

David Hume: Impressões e Ideias

  • Bifurcação de Hume: Todo o conhecimento deriva da experiência; todas as ideias têm origem nas impressões dos sentidos.
  • Hume defende que o conhecimento é constituído por impressões e ideias.
  • Impressões: Englobam sensações, emoções e paixões. Possuem um elevado grau
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