Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Questões Fundamentais da Filosofia Pré-Socrática

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1. Divergências entre Heráclito e Parmênides sobre o Ser

R: Heráclito procura explicar o mundo pelo desenvolvimento de uma natureza comum a todas as coisas em eterno movimento. Ele afirma a estrutura contraditória e dinâmica do real. Para ele, tudo está em constante modificação. Daí sua frase: "Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio", já que nem o rio nem quem nele se banha são os mesmos em dois momentos diferentes da existência. Parmênides, ao contrário, diz que o ser é unidade e imobilidade e que a mutação não passa de aparência. Para Parmênides, o ser é completo, eterno e perfeito.

2. A preocupação com a physis

R: Alguns pensadores gregos entendiam que a physis estava relacionada com a natureza e o fenômeno, enquanto... Continue a ler "Questões Fundamentais da Filosofia Pré-Socrática" »

Conceitos Fundamentais de Sociologia, Antropologia e Ciência Política

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Conceitos Fundamentais

  • Conhecimento de Senso Comum: Compreensão do mundo baseada no aprendizado acumulado de gerações anteriores, transmitido de geração em geração.
  • Conhecimento Científico: Objetivo e generalizado, pode ser comprovado cientificamente. Produzido a partir do estabelecimento de métodos que correspondem a objetos de estudos específicos. Suas formulações são sistemáticas, baseadas em fatos verificáveis e controláveis através de experiências, chegando a conclusões gerais objetivas.
  • Revolução Científica: Superação de crenças e dogmas religiosos relacionados aos fenômenos do mundo. Buscou-se uma explicação científica dos fatos. Galileu Galilei, personagem principal na revolução científica, defendeu teorias
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Filosofia Moral e Política: Kant, Bentham e Foucault

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Immanuel Kant: O Criticismo

A teoria de Kant é conhecida como criticismo, abrangendo a Crítica da Razão Prática (relacionada a juízos sintéticos ou a posteriori) e a Crítica da Razão Pura (relacionada a juízos analíticos ou a priori).

Juízos Analíticos (A Priori)

  • São aqueles que possuímos previamente em nossa mente, independentemente da experiência. Por exemplo, a noção de espaço e tempo são capacidades de julgamento que se desenvolvem a partir da própria razão.

Juízos Sintéticos (A Posteriori)

  • São aqueles que o indivíduo adquire através da experiência prática, aprendendo ao viver, se movimentar e agir. Ao interagir com o mundo/realidade, ele aprende com a experiência, aplicando a razão sobre fatos concretos.

Imperativo

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Deveres Morais: A Distinção de Kant e o Imperativo Categórico

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A Ética de Kant: Imperativos e a Lei Universal

Grande parte da nossa conduta é dirigida por deveres. O padrão é: temos um determinado desejo, por exemplo, ser jogadores de xadrez, ir para a faculdade de Direito, entre outros. Reconhecemos que um certo percurso nos ajudará a obter o que desejamos, como, por exemplo, estudar os jogos de Kasparov e fazer a inscrição para os exames de acesso; e por isso concluímos que devemos seguir o plano indicado. Kant chamou a isso de imperativos hipotéticos porque nos dizem o que fazer desde que tenhamos os desejos relevantes. Uma pessoa que não quisesse melhorar a sua técnica no xadrez não teria qualquer razão para estudar os jogos de Kasparov; alguém que não quisesse ir para a faculdade de

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O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke

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Assim, os seres humanos, voluntariamente, reúnem-se e, através de um pacto social, um contrato, fundam a sociedade política e civil para escaparem ao risco de insegurança e para poderem ser proprietários e livres. Os seres humanos renunciam ao julgamento em causa própria, acabando o Estado por ser criado para defender os direitos naturais (vida, liberdade e propriedade). Foi a necessidade de assegurar a proteção da vida, da liberdade e da propriedade que determinou a passagem do estado de Natureza à Sociedade Civil. É para proteger o direito natural que o ser humano dá o seu consentimento ao estado e renuncia a um outro direito natural – fazer justiça pelas suas próprias mãos.

O ser humano entrega ao Estado parte do seu ser para... Continue a ler "O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke" »

Axiologia: Valores, Juízos e Teorias

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Gabarito - Grupo I

1) A 2) D 3) C 4) D 5) D 6) A 7) B

Grupo II: Juízos de Facto e de Valor

1. Definição de Valores

Os valores são como propriedades dos objetos ou de situações.

2. Distinção entre Juízos

Juízo de facto: É uma proposição que descreve os factos ou fenómenos de uma realidade e pode ser verdadeiro ou falso. Ao descrever a realidade, pode ser verificado empiricamente por qualquer sujeito. Neste caso, todos os sujeitos têm a possibilidade de comprovar a verdade ou falsidade do juízo.

Juízo de valor: Pode ser considerado verdadeiro ou falso por quem o emite, mas não tem a pretensão de descrever objetivamente a realidade, sendo antes uma expressão da subjetividade ou de uma avaliação. Por isso, o juízo de valor é frequentemente... Continue a ler "Axiologia: Valores, Juízos e Teorias" »

Fundamentos da Filosofia, Direito e Metodologia Científica

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1. Princípios da Filosofia Positivista

Busca a aproximação das ciências humanas às ciências exatas. Para os positivistas, os fatos e fenômenos sociais devem ser tratados como coisas.

2. Alterações introduzidas pelo Positivismo no Direito

Ocorre a ruptura do direito com o senso comum (costumes, tradição, religião). Para os positivistas, o direito era somente a lei positiva (emanada do Estado); eles organizaram um código, que é a junção destas leis.

3. Expoente do Positivismo Jurídico

Hans Kelsen: estuda a norma jurídica positivista pelo método positivo.

4. Ideias centrais da "Teoria Pura do Direito"

A fonte do direito é a lei positiva, imutável e rígida. O foco é a produção da norma, independentemente de ser justa ou injusta.... Continue a ler "Fundamentos da Filosofia, Direito e Metodologia Científica" »

Lógica, Retórica e Teoria do Conhecimento: Guia Completo

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Lógica e Argumentação

Representação canónica: Consiste em identificar quais são as premissas e a conclusão de um argumento.

Argumentos: Podem ser válidos ou inválidos (quanto à sua forma/estrutura) e verdadeiros ou falsos (quanto ao seu conteúdo).

Lógica Silogística Aristotélica

  • Tipo A (Universais afirmativas): "Todo o S é P".
  • Tipo E (Universais negativas): "Nenhum S é P".
  • Tipo I (Particulares afirmativas): "Algum S é P".
  • Tipo O (Particulares negativas): "Algum S não é P".

Regras de Validade Silogística

  • O silogismo deve ter, obrigatoriamente, três termos.
  • O termo médio nunca pode aparecer na conclusão.
  • O termo médio tem de ser tomado universalmente pelo menos uma vez (pelo menos uma das proposições deve ser universal).
  • Nenhum
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Descartes: O Argumento Ontológico e a Prova de Deus

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O ponto de partida desta passagem (que se insere no contexto da Meditação VI), seguindo a demonstração da existência de Deus (na Terceira e Quinta Meditação) e a análise da essência divina (na Quarta Meditação), estabelece a legitimidade da onipotência divina e a veracidade da crença fundamental de toda filosofia racionalista: que o reino do pensamento corresponde ao reino da realidade.

Esta convicção baseia-se na definição racionalista cartesiana de substância: aquilo que pode ser concebido por si só, sem recorrer à ideia de algo mais, existe por si só e independentemente de qualquer outra coisa.

O texto é um lembrete de que, desde a Segunda Meditação, temos a certeza absoluta da existência da res cogitans por termos

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Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas

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A Ciência Clássica e a Revolução Científica

A ciência era considerada como detentora do conhecimento a partir do qual se podia atingir verdades, modelo fundamental para se ter um conhecimento objetivo sobre a realidade. Era um empreendimento puramente racional, visto que os critérios utilizados eram meramente racionais e permitiam uma visão verdadeira e objetiva da realidade.

O Modelo Dedutivo Medieval

No período medieval, o modelo de cientificidade era dedutivo (partindo de princípios evidentes e claros, era possível extrair delas consequências e bastava depois deduzir a compreensão do mundo). A ciência dominante era a de Aristóteles e negava qualquer controlo por experimentação.

O Surgimento da Ciência Moderna e o Método Experimental

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