Ricardo Reis e Alberto Caeiro: Estética e Natureza
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Ricardo Reis, o heterónimo pessoano de formação clássica, evidencia, nos seus poemas, a perceção clara da efemeridade da vida e do tempo. De facto, a sua consciência aguda da passagem implacável do tempo e a impotência do homem para lutar contra essa inexorabilidade levam o sujeito poético a optar pelo carpe diem, pela fruição do tempo presente, procurando sempre os prazeres moderados (a sua faceta epicurista) e aceitando calma e serenamente a ordem natural das coisas e do destino e os limites da condição humana, apregoando valores estoicos.
Assim, na sua poesia, convida-nos a viver tranquilamente (ataraxia), pensando o menos possível e a esperarmos que as coisas aconteçam: "Não vale a pena fazer um gesto, pois a vida passa
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