Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Ética e Filosofia Política: Kant, Utilitarismo, Hobbes e Locke

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Kant

O Imperativo Categórico:

  • Uma ordem que exige o cumprimento do dever
  • Obrigação absoluta e incondicional
  • A vontade é orientada pela razão
  • A ação deve ser realizada pelo seu valor intrínseco

Fórmula da Lei Universal:

Uma ação tem valor moral se a sua máxima puder ser usada por outros agentes morais. Para comprovar que a máxima é um valor moral, realiza-se um teste que comprove para toda a gente que a máxima pode ser uma norma moral.

Fórmula da Humanidade:

Esta fórmula diz-nos que todos os seres humanos devem ser tratados com humanidade e não como meros objetos ou instrumentos, pois têm valor intrínseco. Esta fórmula também diz que os próprios humanos não se devem tratar como um meio para alcançar algum objetivo, como por exemplo...

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Utilitarismo, Kant, Aristóteles e Contrato Social

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Utilitarismo (S.M.)

S.M. – o valor moral da ação reside nas consequências (a obrigação moral do agente está em prever ou avaliar as consequências e realizar a ação com as melhores consequências).

Boas consequências / boas ações: ação que maximiza a felicidade — produz a maior felicidade para o maior número de pessoas (princípio da moral utilitarista = princípio da utilidade ou princípio da maior felicidade: age de forma que a tua ação traga a maior felicidade para o maior número de pessoas).

Para S.M., a felicidade do agente não conta mais do que a dos outros; o agente deve preocupar‑se com a felicidade comum (para o maior número de pessoas). S.M. considera o egoísmo ético imoral. O agente pode procurar a maior...

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Origem do Conhecimento: Racionalismo vs. Empirismo

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Racionalismo de Descartes

O racionalismo, defendido por René Descartes, propõe que a razão é a principal fonte de conhecimento. Segundo esta perspetiva, o conhecimento sensível é considerado enganador. As ideias inatas, claras e distintas, são as mais certas e as únicas que podem conduzir ao conhecimento logicamente necessário e universalmente válido. Os racionalistas acreditam que o sujeito cognoscente é ativo e, ao criar uma representação de qualquer objeto real, submete-o às suas estruturas ideais.

Empirismo de Hume

O empirismo, proposto por David Hume, defende que a experiência é a fonte e o limite de todo o conhecimento. Os empiristas negam a existência de ideias inatas, considerando que a mente está vazia antes de receber...

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Critérios de Ação Humana e Conceitos Éticos

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  • Pessoal – Inerentes à esfera íntima de cada sujeito. Ex: gostar mais do verão do que do inverno.
  • Social – Se consideramos o sujeito como um ser que habita uma sociedade, este é influenciado pelos seus costumes, tradições e padrões. Ex: apesar de eu não gostar de andar de chapéu, ando só porque está na moda.
  • Universal – Se reconhecermos o sujeito como um cidadão do planeta, este é influenciado por ações que uma pessoa responsável deve fazer, como proteger o ambiente e ter em conta a sustentabilidade da Terra. Ex: Apesar de ser mais rápido andar de carro, vou a pé para não poluir o ambiente.

Critérios Transubjetivos

São critérios que ultrapassam as barreiras do individual e do coletivo.

  • Humanidade – Este critério está
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Utilitarismo: Princípio da Maior Felicidade e Consequências

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O Utilitarismo como Teoria Teleológica

O Utilitarismo, enquanto teoria teleológica, tem como critério de avaliação dos atos os seus efeitos. O valor moral do agir está assim relacionado com as consequências, devendo-se procurar a finalidade intrínseca da ação para se avaliar a sua qualidade ética. É, portanto, uma ética consequencialista.

O Princípio da Maior Felicidade (John Stuart Mill)

John Stuart Mill apresenta o Princípio da Utilidade como o Princípio da Maior Felicidade, considerando-o o fundamento da teoria ética normativa. Assim, o agir será eticamente correto se proporcionar felicidade ou ausência de sofrimento, sendo considerados menos éticos os comportamentos geradores de sofrimento ou de menor felicidade.

O agir...

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Retórica e Publicidade: Análise do Discurso

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Chamamos dedutivos aos argumentos cuja conclusão é logicamente necessária e não dedutivos aos argumentos cujas premissas apoiam, mas não garantem, a verdade da conclusão.

O discurso publicitário, aos olhos da Retórica, caracteriza-se pela existência de um exercício estruturalmente dominante que deixa de ser o referencial para passar a ser o apelativo. Este exercício retórico publicitário desenvolve-se apenas no discurso comercial, no sentido de afirmar uma existência comercial. A Retórica na Publicidade caracteriza-se por duas dimensões: levar a fazer e levar a crer. A primeira dimensão prende-se com a persuasão do consumidor para a concretização de uma determinada ação comercial (como, por exemplo, “Compre”, “Experimente”...

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Guia Completo sobre Argumentação, Retórica e Falácias

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O que é a Argumentação?

Um argumento pode ser entendido como o conjunto de instrumentos usados para suportar uma tese, isto é, como o conjunto encadeado de proposições que visa a plausibilidade de uma tese ou opinião.

Pode entender-se a argumentação como o conjunto de técnicas discursivas cuja finalidade consiste em provocar ou aumentar a adesão de um auditório às teses que se apresentam ao seu assentimento.

Esta definição coloca em relevo um dos aspetos essenciais do processo argumentativo: a relação entre o orador e o auditório. Para uma argumentação ter a eficácia desejada, ou melhor, a adesão procurada, torna-se imperativo que o orador disponha de um conhecimento prévio das características do auditório com que se vai...

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Deliberação, Livre-Arbítrio e Compatibilismo: Análise Filosófica

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Deliberação: O Processo de Reflexão

Deliberar consiste, por um lado, em analisar as hipóteses de ação e os motivos que nos levam a atuar desta ou daquela maneira, ou mesmo a não atuar. Por outro lado, consiste em analisar as consequências da ação. É neste momento que as nossas capacidades intelectuais mais intervêm, na medida em que temos de avaliar os prós e os contras de cada um dos modos como queremos pôr em prática o projeto concebido. Resumindo, a deliberação é, assim, o processo de reflexão que, em princípio, antecede a decisão, ou seja, a escolha de alternativas possíveis em função de determinadas razões.

Compatibilismo: Livre-Arbítrio e Determinismo

A posição de que não há verdadeiramente conflito entre determinismo

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Guia Completo sobre Argumentos e Proposições Lógicas

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O que são Argumentos?

Argumentos são um conjunto de afirmações organizadas de tal maneira que se pretende que uma delas, a que chamamos "conclusão", seja apoiada por outra ou outras, a que chamamos "premissas". Um argumento pode ter uma ou várias premissas, mas só pode ter uma conclusão. Os argumentos podem ser válidos ou inválidos.

Tipos de Argumentos

  • Dedutivos: São todos aqueles que vão do geral para o particular. Exemplo: Todos os homens são mortais. João é homem. Logo, João é mortal.
  • Indutivos: São aqueles que partem de premissas particulares para chegar a uma conclusão geral ou universal. Exemplo: Todos os banhistas observados até hoje estavam queimados pelo sol. Logo, o próximo banhista que for observado estará queimado
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Ação Humana: Liberdade, Determinismo e Condicionantes

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Condicionantes da Ação Humana

Nós, seres humanos, herdamos um património genético dos nossos progenitores (sexo, cor da pele, cor dos olhos, inteligência, etc.) que faz parte de um conjunto de condicionantes das nossas ações:

  • Condicionante física: Relaciona-se com o código genético. Por exemplo, se os pais têm olhos azuis ou tendência para a obesidade, há uma maior probabilidade de o descendente ter olhos azuis ou ser gordo.
  • Condicionante biológica: Refere-se a limitações orgânicas. Por exemplo, se alguém deseja ser atleta, mas herdou um problema cardíaco, ficará impossibilitado de praticar desporto por motivos médicos.
  • Condicionante psicológica: Ocorre quando a mente é afetada. Por exemplo, se um aluno sofre uma punição
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