Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Médio

Descartes: a existência de Deus e a prova cartesiana

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Descartes: A questão da existência de Deus

Resumo e análise das provas cartesianas sobre Deus

É necessário provar a existência de Deus sem referência ao mundo exterior, apenas a partir da análise das minhas ideias.

Cogito, ergo sum nos dá a certeza de que existem ideias na minha mente, mas não nos dá segurança sobre se os objetos que elas representam permanecem na realidade externa.

As ideias não são diferentes se consideradas do ponto de vista da sua realidade subjetiva, mas, quando consideradas do ponto de vista objetivo, são muito diferentes umas das outras.

Todas essas ideias são causadas e é claro que deve haver pelo menos tanta realidade na causa quanto no efeito.

As ideias que representam outras pessoas ou coisas naturais...

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Platão: episteme e doxa — ciência, opinião e o mundo inteligível

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Ciência e opinião: O título deste editorial refere-se às diferenças estabelecidas entre o conhecimento (episteme inteligível ou realidade) e aquilo que é sensível (opinião ou doxa). Platão faz uma distinção clara entre estes dois conceitos em todo o seu livro "A República", mas é possível aplicar a teoria à prática? Uma pessoa pode deixar para trás as suas opiniões e formular um juízo totalmente objetivo? Se assim for, pode uma pessoa que possui um grau total de conhecimento ser capaz de conhecer a essência das ideias de Platão? Através desta análise, daremos respostas a todas estas questões e veremos as diferentes visões dos filósofos da época de Platão, como, por exemplo, os sofistas, cujas bases eram quase contraditórias...

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Filosofia de Santo Agostinho: Ética, Liberdade e Antropologia

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Ética, Liberdade e Livre-Arbítrio

A ética de Agostinho é eudemonista, visto que o fim da conduta humana é a felicidade ou bem-aventurança. Essa felicidade só pode ser encontrada em Deus, com a ajuda da graça divina, que impulsiona a alma a Deus através do amor (caridade).

Santo Agostinho definiu o mal como privação, ou seja, a ausência do bem. A alma, cuja natureza é dirigida a Deus, desvia-se de seu caminho e torna-se escrava do corpo. O mal surge quando o homem faz uso indevido de seu livre-arbítrio; portanto, o homem é responsável pelo mal, não Deus.

Deus nos deu o livre-arbítrio para que possamos ser responsáveis por nossos atos. São Agostinho distingue:

  • Livre-arbítrio: capacidade de agir de forma voluntária, mas que,
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Filosofia epicurista: felicidade, prazer e ataraxia

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Pratique a filosofia epicurista

Epicuro, fundador da escola em Samos, criou uma resposta para a crise política e humana do seu tempo, caracterizada por um cidadão da pólis decepcionado e impotente que se volta para si mesmo, ou seja, uma individualidade em busca da felicidade perdida. O resultado é um sistema que consiste em uma filosofia canônica (teoria do conhecimento), uma física (filosofia da natureza) e uma ética (filosofia da vida feliz). O conhecimento não é um fim em si, mas um meio: é improvável que alguém possa ser feliz com uma epistemologia empirista desconhecida.

O contexto é: o conhecimento vem da única realidade existente, o sensível, que gera nossas impressões. Ao considerar a física, o epicurismo subscreve o...

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Filosofia Medieval: Santo Agostinho e Tomás de Aquino – Contextos e Influências

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Santo Agostinho

1.1. Contexto Histórico

Isto marca o declínio e a queda do Império Romano, dividido em Leste e Oeste. Os francos e os germanos invadiram a Gália, e ocorreram muitos ataques bárbaros. Houve uma crise econômica, e os visigodos saquearam Roma. O cristianismo foi declarado religião oficial e se espalhou rapidamente por todo o Império Romano, afetando principalmente os mais desfavorecidos.

1.2. Contexto Sociocultural

O Helenismo surge após a morte de Alexandre, o Grande, e a queda das Cidades-Estado (Polis). A sociedade torna-se cosmopolita. O homem busca segurança e felicidade, voltando-se para si mesmo. Como resultado, surgem as escolas moralistas: Estoicismo e Epicurismo, que emergem para responder ao sentido da vida. Poetas...

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Platão vs. Sofistas: Relativismo, Convenção e Educação no Protágoras

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Vamos fazer uma comparação entre o pensamento filosófico de Platão e os Sofistas.

Os sofistas eram um grupo de pensadores gregos que floresceu por volta da segunda metade do século V a.C. Eles foram os primeiros a oferecer educação profissional organizada e cobravam cursos completos para ensinar. Entre seus ensinamentos incluíam:

  • Lógica
  • Retórica
  • Direito
  • Moralidade

Com os sofistas, a virada antropológica ocorre, mostrando uma preocupação central com o homem e não mais com a natureza (Cosmologia). Os sofistas estabelecem uma oposição fundamental entre natureza e convenção, ou physis e nomos. O nomos expressa as leis dos homens, as leis morais e políticas, que são consideradas convencionais, em oposição às leis naturais (physis)...

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Filosofia Empirista: John Locke e David Hume

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Filosofia Empirista

O fundador desta escola filosófica foi John Locke no século XVII, mas o pleno desenvolvimento das suas capacidades foi alcançado um século depois pelo seu compatriota David Hume.

A filosofia empirista surge como uma questão crucial para apontar limites e evitar erros. Os filósofos empiristas, assim como os racionalistas, são homens modernos e cautelosos cuja principal tarefa é a reflexão filosófica sobre o conhecimento, tentando estabelecer como devemos pensar para evitar equívocos.

Locke propôs um método para determinar se o conteúdo mental é válido: analisar sua origem. Se o conteúdo provém da experiência sensorial, ele é válido; caso contrário, o homem terá ido além dos limites da sua compreensão....

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Humanismo em Marx: análise e crítica da alienação

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O Humanismo de Marx: Análise e Crítica da Alienação

Para entender o projeto filosófico de Marx e sua crítica da economia política, devemos começar pela ideia e pela importância que ele atribui ao homem.

Sua filosofia crítica não é uma mera crítica aos filósofos pós-hegelianos, que procuravam mudar a realidade apenas com palavras. Marx escreveu: "A arma da crítica não pode substituir a crítica das armas". Portanto, a crítica deve ser radical, deve ir à raiz, que é o próprio homem. A crítica não se limita ao trabalho teórico, mas é também um instrumento de luta contra os inimigos do homem, como a ordem exploradora, visando a liberação de cada indivíduo. A crítica é, para Marx, a práxis revolucionária.

(Quando a...

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Filosofia de Santo Agostinho: Deus, Fé e Razão

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O Pensamento de Santo Agostinho

A Prova da Existência de Deus

Santo Agostinho de Hipona (Séculos IV - V) parte da existência de certas verdades absolutas presentes na mente humana para provar a existência de Deus. Estas são chamadas de "verdades eternas" ou "razões eternas", que não provêm da experiência sensível, pois são mais perfeitas que o próprio homem, sendo atemporais e universais.

A conclusão de Santo Agostinho é que a origem de tais verdades é Deus: se essas verdades eternas não vêm da mente humana, devem ter sua origem num ser superior à mente, igualmente eterno e perfeito. Esse ser é Deus.

Assim, Agostinho demonstra a existência de Deus a partir do próprio pensamento. O mesmo princípio se aplica à prova de Santo...

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Aristóteles: Graus de Conhecimento, Ciência e o Silogismo

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Graus de Conhecimento

  1. Sensação: É o conhecimento adquirido através dos sentidos. É essencial, pois o conhecimento começa com os sentidos.
  2. Memória: É a preservação da sensação e do aprendizado.
  3. Experiência: Através da memória, sentimentos repetidos dão origem à experiência. É característico de especialistas. Não transcendemos as coisas sensíveis. Responde ao *que é*, mas não ao *porquê*.
  4. Arte (Techné): É um conhecimento derivado da experiência dos artistas. Vai além das coisas particulares, é capaz de obter conceitos universais e pode responder ao *porquê* das coisas.
  5. Técnica: Recombinação da memória, das experiências e dos sentimentos.
  6. Ciência (Episteme): Um conhecimento mais perfeito que a Arte, baseado em conceitos
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