Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Médio

Racionalismo de Descartes e Empirismo de Hume

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René Descartes (1596-1650)

Filósofo barroco e inventor do projeto cartesiano, que buscou aplicar o rigor do raciocínio matemático a outras áreas do conhecimento. Para realizar este projeto, examinou a estrutura e o funcionamento da razão, determinando quatro etapas:

  • Intuição: O que é visto de forma clara e evidente por si mesmo.
  • Dedução: A cadeia argumentativa que conduz necessariamente a uma conclusão.
  • Análise: Decompor o problema em várias partes para facilitar a compreensão.
  • Síntese: Recomposição do que foi discutido, retendo apenas o essencial.

Descartes estabeleceu que tudo o que é considerado real deve ser questionado através da dúvida metódica, baseada em três pilares:

  1. A falácia dos sentidos: O mundo sensorial não nos
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John Locke: Empirismo, Tabula Rasa e o Liberalismo Político

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John Locke: Teoria do Conhecimento e Fundamentos Éticos

O pensamento de Locke decorre de sua preocupação com questões éticas e políticas, submetidas a um tratamento científico. Esse projeto exige que se definam as possibilidades do nosso conhecimento. Assim, encontramos em Locke uma teoria do conhecimento e uma teoria política.

Ao contrário das afirmações racionalistas, Locke pensa que a razão não é única, nem onipotente, nem infalível (apenas aspira a um saber provável), mas é um guia para todo o conhecimento. Não há ideias inatas; a mente nasce como uma tabula rasa, uma vez que todas as ideias se originam da experiência.

A Origem e Classificação das Ideias

Para determinar a origem das ideias, é necessário estudar os mecanismos...

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Razón Vital e Historicismo em Ortega y Gasset

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Perspectivas Individuais e a Crítica ao Universo

Perspectivas individuais são verdadeiras: cada visão oferece uma perspectiva crítica sobre o universo. As perspectivas não se excluem, mas se complementam. Ratiovitalismo (1923-1955): O tema do nosso tempo (1923). Ortega queria separar-se das correntes da vida, especialmente o irracionalismo defendido por Nietzsche. Ele argumenta que não faz sentido rejeitar a razão humana, uma vez que esta está imersa na vida. Ortega afirmou que "o pensamento é uma função vital". Defender a razão, para Ortega, não significa negligenciar a vida; pelo contrário, a razão é intrínseca à vida. Isso leva ao conceito de razão vital, em oposição à razão pura do racionalismo, pois a razão vital...

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Descartes: Método, Dúvida e a Busca pela Certeza

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O Método Cartesiano Contra o Ceticismo

Descartes, antes do colapso da filosofia escolástica, posiciona-se contra o ceticismo, pois não considera a filosofia tradicional um sistema de conhecimento puro e ordenado. O seu objetivo é criar um conhecimento que nos permita alcançar verdades firmes e seguras. Para encontrar estas verdades, deve-se seguir um caminho chamado Método, que utiliza a razão e se baseia em duas atividades: intuição e dedução.

As Quatro Regras do Método

  1. Regra da Evidência (ou Prova): É o critério da verdade. Uma ideia é evidente quando é clara (surge à luz da razão) e distinta (separada de outras ideias, sem confusão).
  2. Regra da Análise: Utiliza a intuição para dividir o problema em partes menores.
  3. Regra da
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A Busca Filosófica pela Verdade e o Conhecimento

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A Razão na Filosofia: Fundamentação Teórica

  • Para os filósofos gregos antigos, a fundamentação teórica é a capacidade de pensar.
  • O propósito da fundamentação teórica é compreender a realidade que nos cerca, à qual pertencemos, e a nossa situação nela.
  • Para isso, requer-se uma capacidade especificamente humana, que usamos para criar conceitos e desenvolver a nossa capacidade de abstração: a inteligência.

Isso é resumido na palavra grega por excelência: o Logos.

Habilidade Prática e Teórica

Habilidade Prática

  • É a capacidade de saber como agir.
  • Este conhecimento inclui diferentes níveis de complexidade:
    • Desde o conhecimento para construir um instrumento até estabelecer a ética e a política.
    • Valores que norteiam a nossa conduta.
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Spinoza: Democracia, Liberdade e Vida Política

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Localização do autor

Resenha de Spinoza: Localização do autor: Spinoza pertence ao período da filosofia moderna, mais precisamente à corrente racionalista do século XVII. Suas opiniões políticas podem ser relacionadas às doutrinas contratualistas, e ele dialoga com autores como Hobbes, Rousseau e Locke. Defendeu a democracia como ideia reguladora da política e criticou o absolutismo monárquico da época e a intrusão do poder religioso em assuntos civis. O texto defende o papel do Estado democrático como garante da liberdade e da harmonia entre os homens, estando em consonância com a natureza humana.

Idéias do texto

  • Para que um Estado detenha o poder e não haja sedições, é necessário garantir a liberdade de pensamento e instituir
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Teorias do Conhecimento: Descartes, Hume, Kant e Memória

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C. Descartes

Descartes: Descartes estabelece a interpretação racionalista dos conceitos: acredita em verdades inteiras e em ideias que a mente forma por si mesma, sem a intervenção da experiência. Ele considera os modos de pensamento e as ideias independentes da experiência.

D. Hume

Hume: Para Hume, os seres individuais são conhecidos como percepções sensoriais. Pode-se conceber qualquer tipo de objeto por meio de representações sensíveis dessas percepções.

E. Kant

Kant: Kant distingue dois tipos de conceitos: o conceito empírico, cujo conteúdo é fornecido pela experiência como resultado de múltiplas percepções de um objeto; e o conceito puro, ou categoria, independente da experiência, que abrange as diferentes formas pelas...

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Epistemologia: Conceitos de Conhecimento e Linguagem

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Epistemologia: O Estudo do Conhecimento

A epistemologia é o ramo da filosofia que se dedica à análise do que é o conhecimento, bem como à determinação da sua origem, do método para o obter e dos limites do que sabemos. A epistemologia tem-se deslocado para o centro da reflexão filosófica. Há duas razões para esta centralidade:

  • A importância da ciência natural, consciente da sua base.

1.2. Conceitos de Conhecimento e Saber

Opinião:
É uma apreciação subjetiva sobre a qual não podemos ter certeza nem provar aos outros.
Convicção:
Podemos distinguir dois usos principais:
  • Uso Duvidoso: Expressa que estamos realmente certos da verdade do que dizemos.
  • Uso Assertivo: Refere-se à crença quando temos certeza de algo, mas não temos provas
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Os Limites da Ciência: Da Cosmologia à Ética Humana

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Limites Cosmológicos da Ciência

A ciência não consegue explicar toda a natureza, que existia muito antes do seu desenvolvimento e não é seu corpo. Certamente, não foi preciso esperar pela ciência para apreciar a estrutura óssea de um animal de estimação, ou a geologia da zona costeira onde se gosta de passar o verão ou fazer turismo. Desde os primeiros tempos, temos testemunhos do amor pela natureza. Por exemplo, a Terra aparece em nossos mitos como Gaia, nossa mãe, uma entidade maravilhosa que nos acolhe, onde nos reconciliamos conosco mesmos e com os outros em harmonia. Para poetas e artistas, a natureza tem sido um jardim divino, um refúgio para os amantes. Como já mencionado, é o amor pela natureza que impulsiona o cientista,...

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A Motivação Humana e a Busca pelo Saber Instrumento

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1. Introdução

Para abordar a questão da busca do conhecimento, vamos adotar o ponto de vista motivacional. Basear-nos-emos no estudo dos motivos pelos quais os homens procuram saber ou podem encontrá-lo.

Temos de fazer referência a outra declaração de motivos que não falta e prestar atenção às necessidades de autorrealização.

Ao entender a escola filosófica, percebemos que, quando se procura saber, as motivações do homem são um fator crucial.

2. A Necessidade de Saber

Entre as necessidades humanas, encontramos a "necessidade de saber".

Mas, na classificação de exigências feita por Maslow, não consta explicitamente uma "necessidade de saber".

A razão para isto é que todos os tipos de necessidades estão relacionadas ao conhecimento....

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