Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Outros cursos

Aristóteles vs. Platão: Metafísica, Hilemorfismo e Política

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Crítica de Aristóteles à Teoria das Ideias de Platão: O Hilemorfismo

O realismo aristotélico se contrapõe ao idealismo platônico.

Embora ambos concordem que é possível conhecer a realidade (em oposição aos sofistas), suas explicações divergem. A primeira diferença reside na estrutura da realidade:

  • Platão: Explica a realidade baseada em dois mundos: o mundo sensível e o mundo inteligível.
  • Aristóteles: Divide a realidade em: Primeira Substância (o que percebemos pelos sentidos), Segunda Substância (o conceito universal que temos de tudo) e Acidentes (as características das coisas).

A segunda diferença é que, enquanto Platão afirmava que o mundo inteligível (onde residem as Ideias, a verdadeira realidade) existe independentemente...

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Descartes e Spinoza: O Racionalismo e a Filosofia Moderna

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René Descartes

O Método

Uma nova concepção de verdade: não existe a verdade como adequação ou a verdade como autoridade. A nova verdade é a verdade como certeza, algo como uma verdade indubitável, algo de que não se pode duvidar. Para Descartes, a certeza está ligada à clareza e à distinção. Uma verdade é clara se estiver presente; não é transcendente. A verdade é distinta desde que definida, se eu posso diferenciá-la das demais.

Descartes percebe que há muitas verdades em que acreditamos, mas que logo descobrimos ser falsas. Temos de criar um edifício novo e uma nova filosofia na qual tudo seja claro, onde possamos distinguir claramente o que é verdade e o que não é. Para fazer isso, deve-se encontrar um método com regras...

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Descartes: O Pensamento, a Dúvida e o Método

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Eu penso, logo existo... O texto reflete a descoberta de Descartes do primeiro princípio da filosofia: "Eu penso, logo existo". Nas primeiras linhas, a dúvida sobre o testemunho dos sentidos representa o primeiro nível da dúvida metódica, o que invalida certezas científicas e as provas da realidade externa ao pensamento. A partir da terceira linha, refletem-se o segundo e terceiro níveis da dúvida: a incapacidade de distinguir a vigília do sono e o risco de erro, mesmo nas mais simples verdades da geometria e matemática. É a aplicação da dúvida metódica ao próprio raciocínio. No entanto, a profundidade dessa implementação faz surgir uma iluminação radical e a primeira certeza: "Eu penso, logo existo", o primeiro princípio...

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Marx e a História: Materialismo Histórico

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Marx como Cientista da História

A especificidade do marxismo, em contraste com outras filosofias que narram a história, reside em apresentar-se como uma teoria científica da história. Ou seja, Marx afirma ter descoberto as leis que regem o movimento e a mudança das sociedades ao longo do tempo, assim como Darwin descobriu as leis que regem a evolução das espécies animais. Contudo, não se deve confundir essa ideia com o desenvolvimento de leis gerais, abstratas ou filosóficas sobre a evolução humana. Pelo contrário, considerando que cada sociedade é definida pelo seu modo de produção, o problema se reduz a identificar as leis que explicam a transição de um modo de produção para outro. Uma vez que os modos de produção são...

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A Filosofia de Nietzsche: Obras e Conceitos Fundamentais

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Assim Falou Zaratustra: A Obra e seus Conceitos

Publicado em quatro partes, entre 1883 e 1885, Assim Falou Zaratustra: um Livro Para Todos e Para Ninguém é o trabalho de Nietzsche que mais dificuldades apresenta à interpretação. Nele, os ensinamentos e experiências do personagem são apresentados como um drama em prosa, em cuja narrativa se combinam os mais variados elementos estéticos de gênero, forma e estilo.

Assim Falou Zaratustra condensa efetivamente todos os focos de interesse que constituem o âmago do pensamento de Nietzsche: a desconstrução da metafísica, a denúncia da hipocrisia moral, as preocupações com a educação, política, o destino da cultura e a crítica do Estado.

O personagem central da obra se faz porta-voz...

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Ética: Uma Abordagem Filosófica da Moralidade

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Por que Estudar Ética?

A religião é um dos discursos morais. Deus, na religião, é o bem supremo, e a transição de valores aponta para um melhor comportamento. Um discurso religioso é, portanto, uma ética do discurso, priorizando um valor sobre os outros. Desenvolver a capacidade de refletir sobre conflitos e soluções por meio de razões morais ou argumentos é crucial. A moralidade baseia-se na razão e na argumentação.

A filosofia, como disciplina com tradição e história, pertence ao patrimônio do conhecimento crítico da nossa cultura. A ética é estudada e aplicada em todos os momentos.

Moral e Ética

Moral: Conjunto de crenças e valores de um indivíduo ou grupo sobre o certo e o errado, o bem e o mal. Ética: Disciplina...

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Psicologia: Ciência, Escolas e Inércia do Juiz

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Diferença entre Senso Comum e Ciência

A ciência baseia-se em pesquisa rigorosa e não se fundamenta em crenças ou magia. Enquanto o senso comum varia conforme a época e o contexto cultural, a ciência busca leis universais e não necessariamente acompanha essas variações temporais.

Estruturalismo e Funcionalismo

Segundo o Estruturalismo, a Psicologia é a ciência da consciência ou da mente. A mente seria a soma total dos processos mentais. Para Titchener, cada totalidade psicológica compõe-se de elementos; a tarefa da Psicologia seria descobrir quais são esses elementos, o verdadeiro conteúdo da mente e a maneira pela qual ela é estruturada.

Titchener é adepto do paralelismo psicofísico, ou seja, distingue o físico da mente. De...

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Estética: Do Século XVIII ao Século XX

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O Modelo de Conhecimento no Século XVIII: A Estética

Que modelo de conhecimento surge no século XVIII, afastado do racional e do empírico? O modelo de conhecimento nascido no século XVIII é a estética, que começou a ser utilizada para designar uma pesquisa de campo específica e disciplinar focada no estudo do belo.

O século XVIII abriu novas formas de pensar, que continuaram a desenvolver-se até hoje. Até então, para explicar a origem do conhecimento, o funcionamento dos objetos, as causas dos processos naturais e o discurso histórico-filosófico, concentravam-se dois tipos de respostas: as associadas à razão e as relacionadas com a experiência. Durante o século XVIII, surgiu a necessidade de sistematizar todo o conhecimento...

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Comportamento Humano, Conhecimento e Epistemologia

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1. Comportamento Inato e Comportamentos Aprendidos

Embora esta divisão deva ser qualificada e, para ser mais preciso, tenhamos de criar subgrupos, podemos falar, em geral, de comportamentos herdados ou inatos e comportamentos aprendidos ou adquiridos.

Os padrões de comportamento inatos estão gravados nos genes que cada indivíduo herda de seus pais. Estímulos externos só servem, no máximo, para acionar o comportamento, o qual, uma vez iniciado, desenvolve-se de uma forma estereotipada (mecânica, automática), não sendo alterado, mesmo que ocorram mudanças no ambiente externo.

Em contraste, os comportamentos aprendidos dependem mais do meio. Muitos dos comportamentos dos animais superiores não são tão rigidamente determinados como os...

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Guia de Estudo Nietzsche: Crítica Moral, Marx e Aforismos

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Guia de Estudo: Friedrich Nietzsche

1) Dificuldades na Leitura de Nietzsche

Sua influência se fez sentir de forma desigual e contraditória, não sendo de caráter uniforme. Sua própria forma de expressão contribui para isso, como a utilização de aforismos como veículo de pensamento. A natureza metafórica de seus escritos muitas vezes se presta a interpretações diferentes. Além disso, frequentemente podemos encontrar em suas obras aforismos contraditórios, tornando difícil determinar o que representa sua real posição sobre o assunto.

2) Pontos em Comum com Karl Marx

A reação contra o idealismo leva Nietzsche (e Marx) a rejeitar a identificação do sujeito com a consciência. Ambos se inserem na tradição filosófica que começa...

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