Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Teoria do Conhecimento: Racionalismo e Empirismo

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Tipos de Conhecimento e Justificação

  • Três Tipos de Conhecimento: Processual (saber fazer), Direto (contato imediato com o objeto) e Proposicional (saber que uma proposição é verdadeira).
  • Tipos de Justificação: Pode ser a priori (independente da experiência, assente na razão) ou a posteriori (apoiada na experiência sensível).

Ceticismo Radical e Fundacionalismo

Ceticismo Radical: Defende que o conhecimento é impossível. Argumenta que os sentidos falham e que justificar uma crença leva a uma regressão infinita.

Objeção ao Ceticismo: É contraditório afirmar que "o conhecimento é impossível", pois ao fazê-lo já se está a assumir que se sabe alguma coisa.

Fundacionalismo: Resposta ao ceticismo que defende que o conhecimento se...

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Juízos de Facto e de Valor: Perspetivas Axiológicas

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A ação humana nunca é neutra ou imparcial, pois é sempre orientada por valores (justiça, honestidade, liberdade) que condicionam as nossas opções e preferências.

Juízos de Facto e Juízos de Valor

  • Juízos de Facto: Constatam a realidade. Podem ser avaliados empiricamente como verdadeiros ou falsos.
  • Juízos de Valor: Avaliam a realidade. Expressam uma preferência, acrescentando o que gostaríamos que ela fosse (o belo/feio, bom/mau, justo/injusto).

Se não descrevem a realidade, têm valor de verdade?

Subjetivismo Axiológico

Os juízos morais não descrevem a realidade exterior, mas sim os sentimentos e opiniões do sujeito que os enuncia. Os factos morais só são verdadeiros para quem os diz (uma opinião vale o mesmo que a sua contrária)...

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Racionalismo de Descartes vs. Empirismo de Hume

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A Resposta Racionalista de Descartes

René Descartes é um filósofo racionalista que defende a razão como a principal origem do conhecimento verdadeiro. Para alcançar uma verdade absolutamente segura, utiliza a dúvida metódica, questionando tudo: os sentidos, o mundo exterior e até as verdades matemáticas. No entanto, descobre uma verdade impossível de negar: “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum). Mesmo que esteja a ser enganado, tem de existir para pensar.

Após provar a sua própria existência, Descartes procura fundamentar a existência de Deus:

  • Argumento da ideia de perfeição: Afirma que possui em si a ideia de um ser infinito e perfeito. Como ele próprio é imperfeito, essa ideia só pode ter sido colocada por um ser verdadeiramente
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Argumentos sobre a Existência de Deus: Guia Completo

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1. Tomás de Aquino e o Argumento Cosmológico

Os Argumentos Cosmológicos procuram provar a existência de Deus a partir de dados e factos empíricos, captados através dos sentidos.

Ao observarmos os seres sensíveis (tudo o que existe no universo, seres vivos ou inanimados), questionamos a sua origem e percebemos que possuem causas, designadas como eficientes (causas que provocam efeitos).

O argumento:

  1. Existem seres sensíveis.
  2. Todos os seres sensíveis têm causas. (Algo não pode simplesmente existir; deve haver uma causa, mesmo que desconhecida).
  3. Nenhum ser sensível é causa de si próprio. (Uma coisa não pode ser anterior a si mesma; as causas precedem os efeitos).
  4. A cadeia de causas dos seres sensíveis não pode regredir ao infinito. (Não
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A Arte e a Estética: Debates e Questões Fundamentais

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Ausência de Critério Consensual na Legitimação Artística

Romantismo, movimento de defesa de uma espontaneidade criadora, imaginativa e voltada para a realização estética do homem.

Uma Teoria do Belo

Juntamente com a razão, a imaginação e a sensibilidade são fatores indispensáveis para a nossa apreensão do mundo e das coisas.

Estabelecer uma relação de independência frente à conjuntura política imediata.

Veicular imagens de caráter ideológico manipuladoras do desejo.

Considerando que tanto o gosto do artista quanto os gostos do público são individuais e incomparáveis e que, portanto, “gosto não se discute”, a Estética como disciplina da filosofia está destinada ao fracasso, pois não é possível dar universalidade ao...

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Falácias Lógicas: Formais e Não Dedutivas

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Falácias Formais

Conhecer as falácias formais:

  • Falácia da afirmação do consequente: P→Q, Q∴P. Se P então Q. Q. Logo, P.
  • Falácia da negação do antecedente: P→Q, ¬P∴¬Q. Se P então Q. Não P. Logo não Q.

Argumentos Não Dedutivos

Um argumento não dedutivo apresenta premissas que não apoiam necessariamente a conclusão. Isto é, mesmo que as premissas sejam verdadeiras, a conclusão pode não ser verdadeira, por muito que seja provável.

Exemplo: A maioria dos cães tem pulgas. Eu tenho um cão. O meu cão tem pulgas. A conclusão neste exemplo é muito provável de ser verdadeira e o argumento apresenta uma estrutura lógica, contudo, a conclusão pode ser falsa.

Identificar Argumentos Não Dedutivos:

  • Argumento por indução: Todos
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Descartes e o método racional: orixe do coñecemento

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Descartes e o método racional: orixe do coñecemento

Neste texto, Descartes remarca a importancia de establecer un método para a investigación e establece a súa definición. Descartes é un filósofo francés do século XVII. Neste momento a filosofía está representada por dúas grandes correntes de pensamento: o racionalismo e o empirismo.

Racionalismo e empirismo

O racionalismo desenvólvese no continente (Francia, Holanda e Alemaña) e o empirismo desenvólvese en Inglaterra. Entre os autores máis significativos están:

  • Racionalismo: Descartes, Malebranche, Spinoza e Leibniz.
  • Empirismo: Locke, Hume e Berkeley.

Estas dúas correntes, aínda tendo algúns aspectos en común, enfróntanse nun tema fundamental: a orixe do noso coñecemento....

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O Pensamento de David Hume e a Filosofia de Descartes

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Posição de Hume quanto à possibilidade do conhecimento

A realidade a que temos acesso reduz-se à esfera das perceções. A capacidade cognitiva do entendimento humano limita-se ao âmbito do provável, daí o ceticismo mitigado ou moderado. Nada podemos conhecer para além do âmbito da experiência, daí o ceticismo metafísico, onde a crença na existência de algo para lá dos fenómenos carece de fundamento.

Noção de causalidade em Hume

Segundo David Hume, a causalidade diz respeito à relação causa e efeito em que se baseiam os nossos raciocínios acerca dos factos. Há muitos factos que esperamos que se verifiquem no futuro, uma vez que o nosso conhecimento dos mesmos se restringe às impressões atuais e às recordações de impressões...

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Relações de Ideias, Questões de Facto e o Falsificacionismo

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Conhecimentos baseados em relações de ideias

São constituídas por proposições que apenas relacionam ideias. São conhecimentos a priori porque podemos determinar a sua verdade sem recorrer à experiência. A sua verdade é necessária porque a sua negação implica uma impossibilidade lógica e contraditória. A sua certeza é absoluta. Baseiam-se no raciocínio dedutivo e na intuição lógica.

Conhecimentos baseados em questões de facto

Constituídos por proposições que se referem a factos ou relacionam factos. São conhecimentos a posteriori porque não podemos mostrar a sua verdade sem recorrer à experiência. A verdade das proposições que constituem os conhecimentos factuais nunca poderá alcançar, assim, o tipo de certeza que...

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Fundamentos da Lógica: Conceitos, Juízos e Raciocínios

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Abstração: Definição e Conceito

Abstração: É o processo de considerar algo (como um objeto de escrita com tinta) independentemente de todas as suas características particulares e individuais (peso, marca, tamanho).

O Raciocínio Lógico e Suas Premissas

O raciocínio é o encadeamento lógico entre dois ou mais juízos.

Premissa: Componente Essencial do Argumento

Premissa: Juízo integrado dentro de um raciocínio ou argumento.

Exemplo de Raciocínio (Silogismo Clássico)

Todos os homens são mortais. → Premissa (universal)

Sócrates é homem. → Premissa (particular)

Logo, Sócrates é mortal. → Conclusão

Todos os juízos acima formam um raciocínio.

A conclusão é o resultado das premissas, indicada por um termo de conclusão como "logo"...

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